Pages

Mostrando postagens com marcador humor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador humor. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 26 de abril de 2010 às 21:49 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Após 16 dias de evento, mais de 40 horas de alegria, e com a presença de 60 artistas circenses, o Circovolante – 2º. Encontro Internacional de Palhaços fecha a cortina e encerra o espetáculo

Por Fernando Ciríaco e Rafael Câmara

Depois de dezesseis dias de muitas risadas, cenas emocionantes e espetáculos comoventes, chegou ao fim neste domingo (25) o 2º. Encontro Internacional de Palhaços. Promovido pelo grupo Circovolante, o evento contou com diversas atrações nacionais e internacionais que trouxeram para Mariana e Ouro Preto um público (segundo os próprios artistas) generoso, acolhedor e participativo, além da alegria e a diversão do circo.

Em uma época em que o circo perde sua popularidade, os espectadores do Encontro de Palhaços demonstraram grande satisfação em assistir espetáculos bem trabalhados no espírito circense. “Nasci no interior de São Paulo e lá isso não existia. Só via artistas assim na televisão. Aqui, eles trazem espetáculos de qualidade para as ruas. Vale a pena assistir”, disse a advogada Mariana Boni, que veio de São Paulo para assistir aos espetáculos.

O ator Vagner Pires também reconheceu a importância do trabalho dos organizadores do Encontro. “O trabalho do Circovolante é fantástico. Fizeram tudo com muita garra e amor pela arte e, por isso, estão de parabéns”, elogiou.


O público teve ainda um encontro com um palhaço veterano, o Palhaço Alegria (na foto), de 76 anos, artista já consagrado na arte do circo. Foi o caso da farmacêutica Maria de Lourdes, do Rio de Janeiro. “Fiquei sabendo do espetáculo quando estava em Ouro Preto passando o feriado. Acho uma ótima iniciativa. Vi o Palhaço Alegria ainda em atividade e me deu saudade do palhaço Carequinha. Alimentar essa lembrança é muito importante”, ressaltou.

Diversão


As apresentações não foram menos interessantes para os artistas, pois segundo Marisa Riso e Rafael Marques, “o público é muito receptivo, generoso”. “Aceitam o artista estando na rua ou no palco, com ou sem nariz. Reagem a tudo e estão sempre dispostos a participar, afinal de contas, eles é que ditam o ritmo do espetáculo. Nós (palhaços) trazemos 50% e eles dão os outros 50%”, concluem.

Para o palhaço espanhol Pepe Nuñez, que também participou do Encontro, “o palhaço sempre procura um jeito de se aliar ao público, e o público de Mariana já vem com essa disposição”. “Eles são aliados do artista e isso facilita o trabalho”, afirmou.

Os artistas reconheceram também a importância de trazer de volta o acesso das pessoas ao circo, que em Mariana se deu por meio de espetáculos em praças públicas e no teatro. O “capitão” Marcio Libar, que ministrou a oficina O Riso In Formação e apresentou o espetáculo “O Pregoeiro”, destacou esse diferencial. “No Rio (de Janeiro), quando saio para passear no domingo, vejo pessoas de todas as idades buscando lazer e as praças já não têm sido mais usadas pra isso. A humanidade vai carecer desses encontros, vai existir a necessidade dela se reencontrar, por isso, é necessário resgatar encontros como esse”.

Pepe Nuñez, por sua vez, enfatizou o fato de a arte do circo viver, atualmente, no teatro. “Nós temos que ter em conta que, hoje em dia, é muito difícil manter uma lona de circo, pois é muito caro e temos cada vez menos espaço nas cidades para apresentações desse tipo. Mas o circo hoje vive no teatro. Eu, por exemplo, nunca trabalhei no circo, vim do teatro, e muitos artistas do circo estão vindo para o teatro. Portanto, hoje, a arte do circo vive no teatro”.

Avaliação

Um dos organizadores do Encontro e integrante do Circovolante, João Pinheiro (na foto), salientou a importância de se trabalhar com todos os “estratos da sociedade”. “Nos espetáculos do Circovolante nós temos como espectadores médicos, mecânicos, advogados, empregadas domésticas, enfim, todo mundo está ali assistindo”.

Pinheiro deixou claro, também, a importância na forma da divulgação dos trabalhos: “Independente da arte que você faça, o importante é chegar nas pessoas. E como nós assumimos fazer arte popular, é importante dizer que as pessoas, diferente do que dizem, gostam sim de teatro. Elas não são devidamente convidadas a participar dos espetáculos.”

às 17:42 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment

Por Flávia Rodrigues

“Hoje tem palhaçada? Tem, sim senhor!!” E de vários cantos do Brasil! O passeio na cidade de Mariana ganhou um motivo a mais com o Circovolante - 2º Encontro Internacional de Palhaços, que terminou domingo (25). Grupos e artistas de diversos estados espalharam, além dos diferentes sotaques, muitos risos pela cidade afora.

O encontro reuniu não só os palhaços, mas também suas culturas. A possibilidade de ter diferentes regiões participando só contribui para a arte circense e proporciona um intercâmbio de valores. “Quando o Rio de Janeiro se junta a São Paulo, Paraíba, Minas Gerais, cada um com sua realidade, compartilhamos trabalhos e diversidades de sobrevivência”, conta um dos fundadores do Circovolante e organizador do evento Xisto Siman.

A identidade de cada Estado é percebida pelos participantes. “Cada um tem um estilo. Cada um é de um jeito”, afirmam os palhaços da Cia. Circunstância, de Belo Horizonte, Miguel Safe e Evandro Heringer, que aproveitam o encontro para o aprendizado. Troca-se idéias, conversas, técnicas, piadas. “Construímos nossas apresentações através de outras ideias”, completam.
Ananda Rasuck, da Cia. Circo Teatro Capixaba, do Espírito Santo, acredita que a diversidade cultural é importante para o desenvolvimento de cada um. “É fundamental a importância de cada Estado. O aprendizado, a interação, ver os trabalhos e exibir os nossos, encontrar os amigos, manter contato e saber que os veremos depois em próximos eventos”, completa.




Outros artistas também deram o ar da graça neste Encontro: Márcio Libar, do Rio de Janeiro, com a oficina “O Riso In Formação” e o espetáculo “O Pregoeiro”, a historiadora Ermínia Silva, de São Paulo, com o workshop "O Circo: sua arte e seus saberes" e o bate-papo "A contemporaneidade do Circo”; a Cia de Teatro e Circo Lua Crescente da Paraíba, com o espetáculo "Lunáticos Acrobáticos", e Mestre Luiz Paixão, de Pernambuco, que participou do show jançamento do CD do Grupo Cataventoré.

E quem gostou e pediu bis pode se preparar, mais risadas estão garantidas. Os primeiros passos para a realização do próximo encontro já estão sendo dados, segundo o Circovolante o 3º Encontro Internacional de Palhaços acontecerá em Ouro Preto. Fique ligado!

domingo, 25 de abril de 2010 às 19:04 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment

O Circovolante – 2º Encontro Internacional de Palhaços, que terminou domingo (25), fez de Mariana um grande picadeiro

Por Bárbara Zdanowsky e Kleiton Borges

Durante toda a semana que passou, a rotina no Centro de Mariana foi alterada pelos espetáculos circenses apresentados durante o 2º. Encontro Internacional de Palhaços. O público lotou os espaços onde aconteciam as apresentações – praças da cidade e Teatro-SESI – e não deixou de aplaudir e recomendar as atrações aos que procuravam se informar.

Incendiando as ruas de alegria e ludicidade, como só o circo consegue fazer, o encontro de palhaços uniu pais e filhos num festejo à arte. É como afirma a estudante de Enfermagem Maria Carmelita Paes Barreto, 30 anos. “Traz um clima agradável, pois é uma oportunidade de juntar a familia”. A aposentada Maria Aparecida Fialho, 52 anos, concorda. “O bom desse encontro é que, por se tratar de palhaços, os mais velhos lembram da infância”.

Para o comércio ambulante e local, o movimento proporcionado pelas atrações foi um prato cheio para o aumento das vendas. É o que afirma o artesão, Allan Ferreira Guimarães, 21 anos. “É bom (o Encontro) porque atrai gente de todos os tipos, dos mais exóticos aos mais convencionais”. A atendente de sorveteria, Cibele Campos Teixeira, 26 anos, percebeu o aumento no número de turistas na cidade. “O movimento aumentou, principalmente o de turistas. Durante essa semana, o clima da cidade, com certeza, foi diferente”.

Os moradores que acompanharam o encontro incentivam esse tipo de evento e não reclararam de som alto. É o caso do médico José Eustáquio, 62 anos. “Apesar de ter ido a poucos espetáculos por falta de tempo, aprovei a iniciativa. Gosto de arte e assisti o primeiro encontro, em 2008. Não notei perturbação por causa do som alto”. A costureira Teresa Alves Dias, 71 anos, foi a todos os espetáculos que aconteceram na Praça da Sé, sempre acompanhada de sua companheira de igreja e forró, Nazaré Matos Soares, 67 anos. “Eu ri tanto! Foi bom demais. O barulho não incomodou nem um pouco”.

O Circovolante – 2º. Encontro Internacional de Palhaços chega ao fim, mas deixa espectadores que garantem presença no próximo encontro, que será realizado na cidade de Ouro Preto em 2011, de acordo com Xisto Siman, coordenador geral do evento.

às 17:30 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

“Café Pequeno da Silva e Psiu!” encerra 2º. Encontro Internacional de Palhaços em espetáculo surpresa, na Praça do Jardim

Por Adriana Bravin
Especial para Tribuna da Palhaçaria

Lugar consagrado às artes circenses durante a semana do Circovolante – 2º Encontro Internacional de Palhaços, a Praça Gomes Freire, a popular praça do Jardim, em Mariana, se despediu ontem à tarde do picadeiro de mentirinha montado com lona no chão e marcado com pó de giz.

“Café Pequeno da Silva e Psiu!”, espetáculo solo de Richard Righetti, do Grupo Off-sina, do Rio de Janeiro, encerrou, de surpresa, o evento, já que sua apresentação não estava prevista na programação – ele fez o número em Ouro Preto, mas pediu à organização para repetir a dose em Mariana.

Com maestria, Richard transportou a plateia de adultos e crianças à magia do circo, à ingenuidade do palhaço, com números consagrados, provocando encanto e espanto no olhar das crianças. Além, claro, de risadas e muitos aplausos. Tudo isso em uma hora e meia de espetáculo com um palhaço que parecia saído de um pequeno circo de uma cidade do interior, como Mariana.

Brincadeiras

O encontro inusitado com o espetáculo circense na praça fez do empresário Wagner Caetano Bento, 32 anos, “marido” da marionete Magali por alguns minutos. O brincalhão Café Pequeno “catou” Wagner na plateia e o levou ao centro do picadeiro para “brincar” de ser pai do filhote de Magali, um pássaro.

Nesse momento, o empresário, que por falta de tempo não pôde assistir nenhum espetáculo do Encontro de Palhaços, voltou a ser criança. Ainda que timidamente. “Dá vergonha”, confessou, depois, ao lado do filho Eduardo, de 7 anos.
Já a técnica em mineração Adriany da Silva Bernardes, 40 anos, que saiu de casa para tomar sorvete com o filho Vitor, de 5 anos, sentiu-se lisonjeada com o “galanteio” de Café Pequeno. Levada ao picadeiro de mentirinha pelo palhaço, Adriany ganhou flor de plástico e coração de bexiga. “Adorei!”, exultou.

Algodão doce

Quem também parou para ver o palhaço foi o vendedor de algodão doce Davi Belo, 47 anos, morador do Bairro Rosário, em Mariana. Sem saber do evento na cidade, Davi estava feliz com o resultado das vendas: naquela tarde só restavam 24 dos 120 palitos com algodão doce que ele prepara e vende. “Só hoje faturei cento e dois reais”, contabilizou Davi.

Agradecido ao palhaço, fez questão de doar R$ 1,00 quando Café Pequeno passou o chapéu, aliás, fez "magicamente" o público se dirigir ao chapéu. “O trabalho dele tá dando dinheiro pra mim”, disse Davi, satisfeito. Quem também doou foi “o rapaz da batata e do hot dog”, gritou Café Pequeno, com o chapéu já abarrotado de notas e moedas. “Na rua não se cobra entrada, só saída”, disse, despedindo-se da plateia que não queria ir embora.

às 15:57 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Maysa Souza

O espetáculo solo “Metro y Medio” (metro e meio, em português), apresentado nesse sábado, em Mariana, encheu os olhos do público, na Praça da Sé. A palhaça Maku se utilizou de números circenses, interação com a plateia e poucas falas para encantar e divertir sua plateia.

Casada com o palhaço Chacovachi, a argentina Maku disse que, apesar de arriscados, ela se sente segura com seus números. “Faço esse espetáculo há dez anos e somente uma vez errei, quando subi no ombro de alguém da plateia, mas como todo palhaço, me aproveitei disso para fazer as pessoas rirem”.

Sobre as poucas falas que utiliza durante a apresentação, Maku diz: “Não me utilizo das falas para que este espetáculo tenha uma linguagem universal e comunicação ativa com o público”.

O ponto alto do espetáculo é quando a palhaça, com a cabeça para baixo, faz malabares com as pernas e os braços, sem se apoiar em nada. O público não acredita e fica encantado com a atuação de Maku. A espectadora Lívia Santos, 19 anos, expressou esse encanto. “Fiquei fascinada durante o espetáculo todo. A palhaça é incrivelmente carismática”.

O público se divertiu quando a palhaça vestiu dois espectadores com roupas escocesas para que a ajudassem a tocar a gaita de fole. Enquanto ela subia no ombro de um deles o outro deveria dançar a música que a palhaça tocasse. A plateia deu muitas risadas.

Maku disse que se encantou com o público marianense. “Estou muito feliz de estar aqui com o Circovolante. A plateia é muito receptiva e muito agradecida. Por mais que não gostem do espetáculo, não vão embora e sempre aplaudem”.

às 15:55 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Giovana Bressani. Colaboração de Aline Rosa de Sá

A palhaça argentina Maku Jarrak, em seu espetáculo “Metro y Médio”, provou que o humor pode ser feito sem palavras, de forma inocente e singela, ao mesmo tempo em que é forte e encantador. A artista busca durante o espetáculo manter a interação com a platéia, “A resposta do público sempre é diferente a uma piada, é isso que torna cada apresentação única” alega.

A artista de rua elogiou o público brasileiro. “(Vocês) São mais receptivos, mais quentes. Se tem que aplaudir, aplaude; se querem rir, riem”. Segundo Maku, é muito mais fácil ser palhaço profissional no Brasil por haver políticas públicas aqui. “Na Argentina, para o governo as palavras palhaço e circo não existem. Caso o palhaço precise de algum subsídio é necessário ir para o teatro”, desabafa a artista, que sobre a dificuldade de realizar a arte circense em seu país. “Para ser palhaço no meu país é preciso passar o chapéu”.

Bem humorada, ela diz viver um sonho. O espetáculo está sempre presente em sua vida, seja em uma conversa casual com seu marido, o palhaço, ChacoVachi, ou preparando um novo número. Disse, ainda, não ter dificuldades em ser mãe e palhaça. O fim da entrevista veio com a chegada do seu filho Ringo, 5 anos, que interrompe com um gesto de mágica: “Mamãe, eu tenho um surpresa”.

às 14:52 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Cia da Bobagem arrancou gargalhadas da criançada com o espetáculo “Ponga no Molongó”, no sábado

Por Renata Torres. Colaboração de Laio Amaral

A apresentação da Cia da Bobagem com o espetáculo “Ponga no Molongó” encantou o público no sábado (24), na Praça Gomes Freire (Jardim). Os artistas utilizaram desde números clássicos a improvisos.

Com uma platéia predominantemente infantil, os palhaços Zuleico e Florisa provocaram deliciosas gargalhadas nos pequenos. O diálogo com a plateia, uma característica marcante da dupla, se fez presente através de participações do público em diversos números.

Atendendo aos pedidos das crianças, a dupla e os voluntários participantes do espetáculo dançaram a música da banda Parangolé, “Rebolation”. Em seguida, os palhaços realizaram coreografias e inúmeras imitações, como o gato com problemas psicológicos.

Os atores Marisa Ribeiro, a Florisa, e Rafael Marques, o Zuleico, deram vida ao espetáculo com a suas músicas: ela, na sanfona (na foto), ele com a corneta. Para a estudante Ingrid Rodrigues, 13 anos, “o espetáculo foi bom, e teve muita participação das crianças”.

A apresentação dos palhaços, no entanto, foi vista com outros olhos pelo público mais velho. De acordo com a pedagoga Renata Nascimento, 31 anos, “o espetáculo foi legal, porém deveria ter uma inovação nos números”.

A Cia da Bobagem apresentou um espetáculo pela primeira vez em Mariana, e segundo os artistas, foi uma apresentação boa, em que houve um diálogo com a plateia.

às 12:36 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

A interação com o público e o humor simples foram as marcas do espetáculo

Por Kleiton Borges. Colaboração de Bárbara Zdanowsky

O último dia de apresentações do Circovolante – 2º. Encontro Internacional de Palhaços contou com a presença da grega Theano Vavatziani, na peça “Intervalo”, que aconteceu no Teatro SESI-Mariana. Estreando o espetáculo solo, a palhaça encantou a plateia com um humor simples, para todas as idades.

O espetáculo mostra a personagem Fischio, que aproveita o intervalo de uma peça teatral para fazer suas trapalhadas. No decorrer das cenas, as crianças não se continham somente em assistir a atriz e tentavam também ajudá-la a cada nova situção embaraçosa. Com um arsenal de caras e vozes, Theano prendeu a atenção do público na primeira metade do espetáculo.

A estudante de Educação Física, Cristine Fuchseinwoegerer, 22 anos, que veio de Ouro Preto para prestigiar o espetaculo aprovou a apresentação porque “(a peça) trabalhou muito com as crianças, que interagiram bastante”. Para o estudante de Engenharia de Controle de Automação, Evandro Luiz Garcia, 20 anos,"(o espetáculo) foi bem divertido”. “É uma comédia diferente, inusitada", opinou.

As opiniões daqueles que atuam na área foram um pouco mais críticas. Segundo a estudante Artes Cênicas, Bruna Rosa, 22 anos, “a peça foi boa, mas no final foi ficando mais cansativa". Para o palhaço da Companhia Circunstância Miguel Safe, 27anos, “foi uma boa estreia”. “Achei genial por ser um espetáculo solo, mas falta trabalhar melhor os tempos cômicos do meio pro final da peça”.

A atriz disse que espera poder voltar a se apresentar, desta vez no 3º Encontro Internacional de Palhaços; agradeceu o convite dos organizadores e encerrou sua apresentação com uma brincadeira que envolveu atriz e publico para dançar uma tipica dança grega.

sábado, 24 de abril de 2010 às 17:48 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment

Disputa entre “Pernudos” e “Quebra Tudo” diverte cerca de 400 pessoas na tarde de sábado, na Praça da Sé

Por Alice Piermatei e Cristiane Guerra

Com público animado e encantado, a Estandarte Cia de Teatro apresentou sábado (24), à tarde, na Praça da Sé, um divertido espetáculo com jogadores de futebol “nas alturas”, o Futebol na Perna de Pau. Do alto dos instrumentos que medem 80cm, o grupo levou a platéia à loucura com seus dribles e palhaçadas!

Tanto o time dos “Pernudos” quanto o dos “Quebra Tudo” contavam com três jogadores cada, entre integrantes da Estandarte e convidados. Além desses havia o “Fidirico”, um jogador dito “curinga”, que, (segundo palavras da platéia), era um verdadeiro vira-folha, usava camisas dos dois times e trocava de lado quando bem entendia.

O juiz era um caso à parte e tinha de tudo um pouco: jogador, bandeirinha, artilheiro, cobrador de pênalti e gândula. Sua atuação era um tanto quanto duvidosa, e completamente parcial, o que o levou a tomar vaias e xingamentos da plateia (“Ladrão! Ladrão! Ladrão!”, gritava o público).

Uma novidade “tecnológica sensacional” dessa partida eram os “replays”. A cada lance “emocionante”, o juiz (novamente ele) convocava todos os jogadores para, em câmera lenta, repetir a jogada para tirar dúvidas da arbitragem. Só que o perigo era o resultado final ser modificado pelo próprio juiz!

Um dos maiores atrativos do espetáculo foi a participação ativa dos espectadores. Um deles, o ator de Cataguases (MG), Vagner Pires, escolhido para ser goleiro dos “Pernudos”, foi eleito o melhor jogador da partida. Outras participações ficaram por conta de um comentarista, duas crianças que montaram uma barreira para o time vermelho e uma goleira surpresa, de defesas um tanto curiosas. A partida terminou empatada em 6 X 6, mas foi decidida nos pênaltis, quando os “Quebra Tudo” ganharam por 1 X 0.

Brincadeira

A ideia do espetáculo surgiu de uma piada entre amigos. “Ah, vocês são muito pernas de pau”, disse um amigo da Cia. Então, segundo Gustavo Pacheco, um dos fundadores do grupo, os integrantes resolveram, em uma brincadeira, tirar uma “ranca” com amigos em cima da perna de pau. “A ideia foi um sucesso, todo mundo adorou participar e depois disso resolvemos montar o espetáculo”, contou.
A Estandarte Cia. de Teatro é formada por ex-alunos do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e surgiu há quatro anos. Os integrantes Gustavo Pacheco, Didito Camillo e Marcelino Ramos já faziam espetáculos avulsos quando resolveram montar a companhia. Hoje, eles contam com sete números e participam de eventos Brasil a fora, complementando seu trabalho de pesquisa na área de cultura e teatro de rua.

Confira no vídeo um trecho da grande jogada:

"Dunga se ilumina e convoca Pernas de Pau"



às 11:56 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Os atores Adriana Morales e Tiago Mafra, que formam a dupla Sabonete e Benedita, contam uma singela história de amor entre palhaçadas

Por Lorena Cristine, Maysa Souza e Maria Esther Fonseca

O espetáculo “Uma surpresa para Benedita”, apresentado na última sexta-feira (23), às 15h30, na Praça da Sé, reuniu bom humor, talento, efeitos sonoros e interação com o público. Durante cerca uma hora, os palhaços Sabonete e Benedita tentaram preparar um jantar para o novo amor do palhaço. Entre muitas confusões e um jantar frustrado, Sabonete acaba confessando que ama Benedita e os dois terminam se beijando.

A plateia se divertiu com a dupla de palhaços que a todo momento interagia com o público. Crianças e adultos se misturaram na Praça da Sé e saborearam um espetáculo que hoje é para todas as idades. Tiago Mafra, o Sabonete, contou que “na verdade, o espetáculo não foi feito para crianças, mas acabamos deixando ele mais leve para atingir todo o público”. “O espetáculo tem o humor que as crianças e os adultos curtem”.

Os efeitos e a trilha sonora da peça se destacaram durante toda a apresentação. Maria Milagros, responsável pelos efeitos sonoros, intervém no espetáculo e até rouba a cena dos palhaços em algumas cenas. “O palhaço sem o público não existe, e para a apresentação não ficar parada o tempo todo, tem a música para dar uma quebrada no espetáculo”.

Os atores Tiago Mafra e Adriana Morales, que formam a dupla Sabonete e a Benedita, são casados também na vida real. E, ontem, reestrearam o espetáculo “Uma surpresa para Benedita”, porque ficaram parados depois do nascimento da filha Valentina.

quinta-feira, 22 de abril de 2010 às 15:24 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Os números clássicos de circo, como o domador de leões e a jovem amazona, foram retratados pelos artistas da Cia. Circo Teatro Capixaba

Por Mickael Barbieri. Colaboração de Lidiane Andrade

Com as escadas da Praça da Sé já lotadas e transformadas em arquibancadas, adultos e crianças sentaram-se em filas para verem a Cia. Circo Teatro Capixaba, na noite de quarta-feira (21), quando o grupo reestreou a peça que contou com números tradicionais de circo e o drama grego de Orfeu. O evento envolveu a plateia nos truques circenses, trazendo um misto de gargalhadas e emoção.

Pipocas e balões mostravam o entusiasmo do público, como o educador ambiental Wander Moron, 26 anos, que afirmou gostar de circo. “Espero rir bastante e conhecer a noite de Mariana”, disse. A expectativa de um bom trabalho era notada também nos integrantes da trupe. “O terreiro hoje vai ser de muita alegria, emoção, energia e a gente vai fazer com muito amor”, contou Willian Rodrigues, fundador da Cia, antes da apresentação.


Os números clássicos de circo, como o domador de leões e a jovem amazona, foram retratados pelos artistas. A interação com as pessoas foi o que marcou o primeiro ato. No segundo ato, o personagem Orfeu trocou a lira pela sanfona e foi cantar o amor por sua esposa Eurídice. A mitologia grega foi adaptada para mostrar que é possível trazer o drama à linguagem do teatro de rua.

Segundo o Palhaço Furreca, Eduardo Romagnoli, 35 anos, que assistiu ao espetáculo, é importante resgatar o formato de circo tradicional. “Antigamente, a primeira parte era de palhaços, números, truques e a segunda, mais teatral, dramática”, lembra.

A estudante de Serviço Social Luciana Gomes, 29 anos, disse que o espetáculo despertou nela uma vontade de aprender mais sobre o teatro de rua. “Eu tenho uma paixão especial pelo teatro, por palhaços, tanto é que eu faço aulas de teatro aqui na cidade”, contou.

O pequeno circo dos capixabas, que fez da praça um grande picadeiro, cerrou as cortinas sob a forma de aplausos entusiasmados da plateia.

quarta-feira, 21 de abril de 2010 às 13:45 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Laio Amaral

O artista argentino Chaco Vacchi trará ao 2º Encontro Internacional de Palhaços, o espetáculo “Cuidado!!! Um Payaso Malo Puede Arruinar Tu Vida”, nesta quinta-feira (22), às 21 horas, na Praça da Sé, Mariana. Com um número diferenciado e se utilizando de um humor crítico e ácido, Vacchi dá vida e voz ao palhaço Chacovachi, um “verdadeiro vingador dos adultos”, afirma o próprio criador em seu site.

Com temas polêmicos, que vão desde Deus até as drogas, e contando com shows de malabarismo e mágica, Chacovachi consegue romper com todos os códigos tradicionais dos palhaços. Arranca gargalhadas do público ao tratar assuntos sérios com muito bom humor, sem perder, claro, a oportunidade de dar suas alfinetadas.

De acordo com Xisto Siman, um dos organizadores do evento, Chaco Vacchi é um artista que domina bem a rua. “Ele tem uma oficina que mostra e ensina na rua, além disso, possui uma técnica para chamar atenção do público antes de começar o espetáculo”, afirma.

A apresentação tem duração aproximada de uma hora e é indicada a todas as idades. Essa é uma ótima oportunidade do público se deliciar com um espetáculo inteligente e que lhe garantirá boas risadas.

segunda-feira, 19 de abril de 2010 às 20:50 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment


Por Ana Luísa Ruggieri, Marcelo Quintino e Thiago Guimarães

“Hoje tem gargalhada?! Tem sim senhor!”. A “bola da vez” é a risada, e a busca incessante pelo símbolo da felicidade não para. O “estimado” humor agrega muitos valores que a sociedade procura para refletir aquela gostosa sensação de bem-estar. Os “profissionais do riso” usam de vários mecanismos para chegar ao clímax da apresentação, a risada.

Os variados tipos de humor são representados pelos palhaços com diferentes enfoques de acordo com o espetáculo. Com críticas diversas, principalmente num âmbito político, o “humor crítico” agrega a essência da profissão, com representações, manifestações e discursos de cunho social.
Para o artista circense João Pinheiro, do Circovolante, qualquer tipo de humor é complexo de se realizar. “Nós gostamos de trabalhar com a crítica política e o ‘humor negro’, por meio de piadas e histórias. Ao longo da nossa trajetória, não perdemos o nosso estilo, sempre buscando novas atrações”.

O “humor negro” se instala implicitamente nas piadas que geram choque no público pelo emprego de elementos mórbidos em situações trágicas. Os palhaços bufões representam bem essa categoria, pois são de uma maneira geral, marginalizados, grotescos, debochados e irônicos. Esse gênero humorístico é exemplificado nas apresentações do Circovolante, pelo palhaço “Juaneto”.

De acordo com o palhaço Xisto Siman, a arte é a principal vertente do grupo. “O que abordamos em nossos shows é reflexo dos problemas da sociedade e uma tentativa de fugir do que chamamos de ‘cultura reta’, com críticas, principalmente, ao sistema político, juntamente com a arte da alegria”, afirma o comediante.

Disponível para todas as idades, o humor não carrega pré-conceitos e nem é uma atividade exclusiva de determinado indivíduo. A arte do riso se estende a toda a sociedade e é fruto de uma tentativa de se extrair da realidade social algo de cômico em que o divertimento se apodera das demais situações.

    Circovolante

    Expediente

    ORIENTADORAS:
    Adriana Bravin
    Juçara Brittes
    EDITORA-CHEFE:
    Luiza Barufi
    REDATOR FINAL:
    Leandro Sena
    FOTOS:
    Lincon Zarbietti
    VÍDEOS:
    Eduardo Guimarães
    SUBEDITORES:
    Aline Rodrigues
    Camila Maia
    Cristiane Raquel
    Érica Pimenta
    Gabriel Sales
    Greiza Tavares
    João Felipe Lolli
    Mateus Meireles
    Maysa Souza
    Pablo Gomes
    Rafael Câmara
    Thiago Guimarães
    REPÓRTERES:
    Ana Luísa Ruggieri
    Alice Piermatei
    Bárbara Idanawsky
    Bruna Silveira
    Cibele Silva
    Cristiane Guerra
    Eleandro Gonzaga
    Flávia Rodrigues
    Giovana Bressani
    Jéssica Micheliin
    Jéssica Peruch
    Joenalva Porto Dias
    José Pedro
    Kael Ladislau
    Kamilla Abreu
    Kleiton Borges
    Laio Amaral
    Laís Queiroz
    Leonardo Alves
    Lidiane Andrade
    Lorena Silva
    Lorival Araújo
    Lucas dos Santos
    Marcelo Quintino
    Marcelo Sena
    Maria Esther Fonseca
    Mateus Boheme
    Mickael Barbieri
    Natália Barreto
    Mayara Coutrin
    Pedro Fernandes
    Pedro H. Carvalho
    Renata Torres
    Ricardo Maia
    Thaís Frossard
    Thalita Neves
    Walkiria Teodoro

    Seguidores