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domingo, 25 de abril de 2010 às 16:10 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Camila Maia

O 2º. Encontro Internacional de Palhaços atraiu a atenção e trouxe jornalistas de vários veículos de Belo Horizonte a Mariana, dentre eles, o estudante de Comunicação Social Abdelasy Sousa, natural de São Tomé e Príncipe. Abu, como é chamado, fez a cobertura do evento durante três dias para a rádio UFMG.

O estudante veio para o Brasil em 2005, por meio de um intercâmbio para cursar Engenharia de Minas, mas em 2008 pediu transferência para o curso de Comunicação Social/Jornalismo, área na qual já trabalha há nove anos, cobrindo inclusive viagens presidenciais em seu país.

Abdelasy conta que entrou na rádio UFMG através do programa “Em caráter”, que pretendia treinar novos locutores. Hoje, trabalha no “Visão África”, um programa que fala da cultura africana e também é produtor do “Noite Ilustrada”.

Engajado, ele também é presidente do Núcleo dos Estudantes de S.Tomé e Príncipe, em Minas Gerais, que tem por objetivo divulgar a cultura do país no Estado. “Participam estudantes de várias universidades de Minas Gerais, como a PUC e a UFMG, que assim como eu fazem intercâmbio.”

sexta-feira, 23 de abril de 2010 às 16:50 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment

“Você não precisa estar no Rio ou em São Paulo para fazer arte”

Em um bate-papo dinâmico e descontraído, o artista circense que comandou a oficina "O Riso In Formação" fala sobre carreira, trabalho e projetos

Por Thalita Neves. Colaboração de João Felipe Lolli

Pedimos licença para entrar no navio do carioca Marcio Libar e bater um papo com o artista, responsável pela realização da oficina “O Riso In Formação”, durante o Circovolante - 2º. Encontro Internacional de Palhaços, em Mariana.

Idealizador e fundador do grupo Teatro de Anônimo (1986) e do evento “Anjos do Picadeiro-Encontro Internacional de Palhaços”, ele também coordenou o “Mundo ao Contrário”, em 2001 e, em 2008, lançou o livro “A Nobre Arte do Palhaço”. Desde então, o capitão passou a situar seu trabalho numa dimensão artística, pedagógica e política.

Nesta entrevista, Libar fala sobre sua carreira, participação no Encontro (oficina e espetáculo solo “O Pregoeiro” ), realidade do circo e seus projetos futuros. O bate-papo aconteceu na sede do Circovolante, em clima descontraído e com o entrevistado bem à vontade.

O ator e diretor Libar tem em seu currículo um longa metragem e quatro curtas, além de prêmios internacionais, como o Especial do Cirque Du Soleil, no Principado de Mônaco, e o Nariz de Prata, no Principado de Monte Carlo, ambos concedidos em 2006. Fazendo arte, ele já percorreu todo o Brasil e outros oito países com sua nau.

Como surgiu a ideia de trabalhar com arte circense?
Desde que eu me entendo por gente eu queria ser artista, na verdade, eu nunca quis trabalhar (risos). Eu sempre achei muito sensacional ser querido por todo mundo. Fui fazendo aquilo que eu mais gostava e, quando vi, já estava no teatro.

Em 2008 você lançou o livro “A Nobre Arte do Palhaço”. Fale um pouco sobre essa obra.
Esse livro pega dos meus 20 aos 40 anos. Tentei escrever como se fosse um romance. Em princípio é autobiográfico apenas para situar o leitor, mas depois se transforma na história de alguém que um dia resolve ser palhaço e se encontra com vários mestres no assunto.

Como você avalia a situação do circo hoje, no Brasil e no exterior?
Hoje em dia, o circo está passando por uma reinvenção. Esse é um movimento internacional que vem acontecendo, na medida em que o circo sai das famílias tradicionais e passa a ser aberto a qualquer pessoa. Atualmente, se ouve falar mais de circo do que antes, acontecem mais encontros de circos, de palhaços, enfim, hoje o circo está muito saudável, caminhando muito bem.

Dá trabalho ser palhaço? Como fica a questão financeira?
É igual a qualquer carreira. É preciso ter vocação, prática e amor pelo que se faz. Normalmente me perguntam se dá pra viver de palhaço; eu respondo que se vive bem em qualquer profissão, basta ser bom. Pra quem é bom sempre tem vaga.

Sobre seu espetáculo solo “O Pregoeiro”, como surgiu essa ideia?
Toda criação artística nasce de coisas que você quer dizer, e foi assim que nasceu “O Pregoeiro” . Foi um momento de muitas mudanças, quando saí do grupo (Teatro de Anônimo), terminei meu casamento de 17 anos, mas, enfim, havia realizado meus sonhos infantis e agora precisava partir para os meus sonhos adultos, e isso significava ter novas escolhas, mesmo que precisasse sair do conforto para obtê-las. A coragem tem o tamanho do medo e eu tive essa coragem. Com isso eu perdi coisas, mas o que eu ganhei valeu à pena.

É mais difícil trabalhar em um espetáculo solo do que em grupo?
Acredito muito no fenômeno coletivo do teatro, mas fazer um espetáculo solo foi muito bom, pois garantiu minha identidade e pude expressar o que eu pensava do mundo. O palhaço tem três momentos, me disse uma vez Chacovachi (palhaço argentino que também participa do Encontro, em Mariana). O primeiro é quando ele aprende a mobilizar o público, fazer rir, e isso demora dez anos. Depois, você passa a colocar seu pensamento, seus valores, sua ética naquilo que faz, passando assim a ser um artista. Por fim, se você consegue comover, você chega a um grau de maestria, e eu consigo comover; por isso, fui convidado a conduzir essa oficina no Encontro.

Você costuma usar a metáfora do “capitão e seus marujos” para ilustrar a maneira como dirige os artistas. Fale um pouco sobre esse seu trabalho como o “capitão” das oficinas.
Nas oficinas eu prezei muito pela união porque cada um tem uma potência, um jeito de fazer arte. Mas, no nosso lema “pirata”, quem fica pra trás é deixado pra trás. O importante é que depois desse ateliê cada artista poderá exibir seu número mesmo que individualmente.

Faça uma avaliação geral dessa experiência no Encontro. Como foi passar por Mariana?
É a sexta vez que eu venho a Mariana e já conhecia o Xisto (Siman, do Circovolante), o João (Pinheiro, do Circovolante) e a Jô (Alves, da Cia. Lunática). Tenho muito respeito por eles e por essas iniciativas. Foi uma experiência profissional verdadeira, eficiente, com nível de qualidade alto. Nessa cidade tão bela e tranquila tive a possibilidade de mostrar que uma cidade do interior pode, sim, ser o centro do mundo, pois você não precisa estar no Rio ou São Paulo para fazer arte.

Para finalizar, conte-nos sobre seus projetos para o futuro. Quais serão seus próximos passos? Você volta pro 3º Encontro ano que vem?
Estou muito focado agora em ir para a televisão. Esse deve ser meu próximo passo. Ter a mídia televisiva a meu favor é o passo que falta. Mas ir para a televisão é apenas a ponta do iceberg, tenho muitos outros projetos em mente. Quanto ao 3º Encontro, se eu for convidado, e tiver tempo, voltarei sim.

às 16:28 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Artistas circenses e estudantes de artes cênicas participaram do bate-papo com a historiadora Ermínia Silva

Stephanie Thabata de Matos Rodrigues e Pablo Gomes

O bate-papo com a doutora em História, Erminia Silva, foi realizado quinta-feira (22), no Catin Ateliê de Marionetes, em Mariana, um lugar repleto de marionetes confeccionados pelo argentino Catin Nardi.

História oral e escrita foram os pontos mais interessantes debatidos. Ermínia Silva comentou detalhadamente sobre a multiplicidade dos artistas circenses das gerações antigas, como teatro, dança, cenografia, propaganda, pré e pós-produção e a peculiaridade de todos os circenses serem alfabetizados e, muitos, cultos num país de analfabetos.

A presença ilustre no encontro foi de Álvaro Marinho, o palhaço Alegria (na foto), que dedicou 72 de seus 76 anos de vida ao picadeiro. A cada tema debatido, Alegria tinha sua experiência de vida dedicada ao circo para compartilhar com os jovens profissionais circenses presentes. O palhaço comentou que era um artista em constante aprendizagem e contratou professores, entre eles um professor de tango.

Os temas abordados passaram pela riqueza criativa circense; a multiplicidade de habilidades artísticas do circo antigo, que englobava todas as artes; e uma constante atualização artística, como comentado por Alegria. Era o circo que levava as novidades às pequenas cidades e o artista circense era infinito em habilidades, lembrou Ermínia.

Participaram do bate-papo estudantes de artes cênicas, palhaços atuantes e futuros palhaços, como a filha do Palhaço Xen Xen ou William Rodrigues (Cia Circo Teatro Capixaba), a futura palhacinha Naila Rodrigues que, segundo o pai, já ensaia cambalhotas e truques.

O interesse no bate-papo foi grande também porque, no Brasil, há muito pouco sobre o circo no meio acadêmico e há muita dificuldade dos artistas circenses em encontrar um espaço que valorize e respeite seu trabalho ao longo da história brasileira.

às 16:04 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments





Por Lourival Araújo

O Circovolante - 2º. Encontro Internacional de Palhaços reúne várias personalidades interessantes, figuras surpreendentes de vários países, que mostram uma visão diferente da realidade. Uma dessas figuras é o palhaço Pepe Nuñez, da Espanha, que apresentou um espetáculo marcado pela simplicidade e pela interação com o público.

Pepe trabalha com projetos voltados à inclusão social de crianças, em Florianópolis (SC), cidade onde vive há dez anos, desde que se mudou para o Brasil. Ele ressalta que esse trabalho é novidade, já que na Espanha o papel do artista é diferente. “No Brasil, vi mais a necessidade de fazer projetos sociais envolvendo a minha arte. Na Espanha, o próprio governo cria as iniciativas para diminuir a violência e a pobreza.”, afirma.

Assim, o artista espanhol não tem somente o papel de levar entretenimento e cultura para o público. Pepe também ressalta a falta de incentivo à arte no Brasil, principalmente a arte de rua, já que na Espanha as prefeituras contratam os artistas para ficarem nas praças fazendo seus espetáculos. “Os palhaços espanhóis podem tirar cem reais por dia só passando o chapéu: no Brasil, até hoje os artistas têm dificuldades de viver dessa maneira, usando de outros artifícios para atrair o público”, completa Nuñez.

às 14:49 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments





Por Aline Rosa de Sá

Espiritual, singelo e alegre foram as peculiaridades atribuídas ao palhaço brasileiro por Fernando Cavarozzi, o artista argentino Chacovachi. Após 28 anos realizando apresentações circenses, com humor ácido, nas ruas de Buenos Aires e outras capitais, Vachi concluiu. "A mesma diferença entre os palhaços de cada país é a existente socialmente".

Em cada grupo, reino e sociedade a figura do palhaço sempre esteve presente, assegura Fernando. “O artista se constrói com os temores, medos e alegrias da população. Um reflexo da sociedade, tendo assim um papel primordial tanto no Brasil como na Argentina”, completa.

O embate entre o circo de rua brasileiro e o argentino, para Chaco, se concentra nas formas de incentivo a essa arte. A tradição de feiras, com apresentações de artistas de rua e artesãos, leva os palhaços argentinos a viverem somente do peso de seu chapéu e de suas próprias produções. “Durante a alta temporada em Buenos Aires são mais de 100 companhias de palhaços que se apresentam em praças para cerca de 400 pessoas. Vivemos bem”, se orgulha Vachi .

O palhaço, que já se apresentou várias vezes no Brasil, percebe aqui um maior incentivo de empresas privadas e governamentais às manifestações artísticas, a exemplo da Funarte, órgão ligado ao Ministério da Cultura, que possibilita a consagração de um evento como o Circovolante - 2° Encontro Internacional de Palhaços.

Ele aproveita para valorizar os palhaços da rua, pois através dessa arte ele alcançou liberdade para suas apresentações. Liberdades físicas, psíquicas e econômicas foram exaltadas pelo palhaço. “Nas praças, tenho um cenário pronto e grande espaço. Não é preciso competir, ser melhor que o outro. Além de não estar preso a contratos publicitários”, afirma.

às 13:55 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



“Você joga com o público e contra o público, é como um jogo de xadrez”

Por Laio Amaral

O artista Chacovachi nasceu na periferia de Buenos Aires, Argentina. Ele tem 48 anos e há 28 trabalha nas ruas, dando vida à figura sagaz do palhaço Chacovachi. A arte de rua faz parte da sua vida desde o início da carreira e, hoje, ele tem uma oficina na qual ensina como ser palhaço fora das lonas de circo.

Segundo ele, trabalhar na rua é diferente, pois lá o palhaço está desprevenido. “No circo, tudo já está ensaiado e o aplauso nem sempre é verdadeiro. Não é fácil ser um artista de rua, pois o palhaço trabalha sozinho e precisa ter personalidade, e isso ele adquire enfrentando as situações do dia-a-dia, tendo filosofia e ideologia. Não se nasce com isso, se trabalha”, afirmou.

Nesse processo de fazer arte na rua é imprescindível, de acordo com Chaco, saber se comunicar e ainda fazer parte do jogo. “Você joga com o público e contra o público, é como um jogo de xadrez”. Mas, toda essa técnica não substitui o amor pela profissão, pelo riso. “Todos somos palhaços, mas poucos têm o privilégio de trabalhar com isso”, concluiu.

quinta-feira, 22 de abril de 2010 às 15:48 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Por Pedro Fernandes e José Pedro Bezerra

A saga em busca do sucesso e do amor do público guiaram o artista Márcio Libar e seu personagem, Palhaço Cut-cut, no espetáculo “O Pregoeiro”, apresentado nesta quarta-feira (21), às 21h, na Praça da Sé, em que mensagens valorosas e o poder do ordinário são mostrados.
O artista inicia sua apresentação com um diálogo com a plateia, justificando seu nome artístico, Libar (junção de Lima com Barbosa), mas que depois de se batizar como tal descobriu que a palavra já era um verbo, sinônimo de beber e gozar. Depois de ensaiar e realizar sua entrada triunfal, com o público jogando serpentina sobre ele, Márcio apresentou um espetáculo estilo stand up, levando o público às gargalhadas.

Sempre buscando ser um artista reconhecido e amado, Márcio explica a necessidade de confeccionar um número que conquistasse o público. Espelhou-se no estilo faraônico do Cirque Du Soleil e produziu um número “Afro” de malabarismo com Facas Marroquinas. Graças a um amigo crítico, que lhe disse que seu número não tinha “contexto”, ele desistiu dessa apresentação e continuou sua busca pelo sucesso.

Até que descobriu que ele só o alcançaria quando abraçasse sua condição “ordinária” e assumisse a postura de perdedor, a postura do palhaço. Nasce assim o Palhaço Cut-cut, infantilizado com a delicadeza e sensibilidade de uma criança.

O palhaço brincalhão fez uma performance com o diabolô (brinquedo antigo originário da China) e uma clássica brincadeira de jogar água em seu assistente, Fabrício Dorneles, que no final deu o troco com a mesma moeda. Na saída do Palhaço Cut-cut (e volta do artista Marcio Libar), ele distribuiu flores ao público para frisar a ideia de que o palhaço deve ser o “herói do século XXI”, sem armas, sem super poderes, só com generosidade e gentileza.

quarta-feira, 21 de abril de 2010 às 13:40 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Lidiane Andrade e Joenalva Dias. Colaboração de Mickael Barbieri

A Cia. Circo Teatro Capixaba reestreia nesta quarta-feira (21), às 20h, na Praça da Sé, em Mariana, a peça “O Pequeno Circo e suas Criaturas”, inspirada no drama de Orfeu. O espetáculo baseia-se no personagem da mitologia grega, o poeta e músico Orfeu, que sofre pela morte de sua esposa Eurídice.

Apresenta, ainda, números clássicos, como a Jovem Amazona e o Grande Domador, além de prometer emoção, malabarismo e gargalhadas. Segundo a integrante do grupo Ananda Rasuck, a ideia surgiu ao acaso e foi um desafio para fazer comédia de uma história triste. “O Willian (de Oliveira Rodrigues, fundador da Cia) leu uma história em quadrinhos, coisa assim de criança, que falava de Orfeu, e a gente estava precisando de um tema para o espetáculo”, conta.

Os artistas reconhecem a importância da participação em um evento de nível internacional, como é o 2º. Encontro, e afirmam que o intercâmbio entre os grupos é o momento de reflexão e diálogo sobre os trabalhos. É a primeira vez que a Cia vem ao evento, embora o contato com o Circovolante já exista de outras apresentações e projetos.

Os integrantes do Circo Teatro Capixaba apontam, ainda, as dificuldades em relação às políticas públicas. De acordo com Willian, a burocracia é um entrave na viabilização de projetos artísticos, que é o que sustenta o grupo. Além disso, em algumas cidades, os artistas estão sendo proibidos de se apresentar nas ruas. Já houve casos de repressão pelo batalhão Choque de Ordem, no Rio de Janeiro. Em Vitória (ES) e Belo Horizonte (MG), os comediantes precisam pagar para usar as praças como palco, lamenta Willian.

SAIBA MAIS:
A Cia Circo Teatro Capixaba foi fundada pelo diretor, ator e circense Willian de Oliveira Rodrigues, em 2002, após sua chegada da Europa, onde passou seis anos. O grupo é formado por mais uma atriz, Ananda Rasuck, e pelo músico Flavinho do Caparaó.

Em 2004, recebeu o Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo com o projeto “Sonhos”, que realizava espetáculos e cursos de circo gratuitos às comunidades da Região Metropolitana da Grande Vitória. Já “Caravana da Paixão” foi contemplada com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, em 2006.

A trupe faz parte da Rede Nacional de Teatro de Rua, que reafirma a missão de lutar por políticas públicas culturais com investimento direto do Estado em todas as instâncias. “Lutamos para que editais se transformem em leis”, afirma Ananda.

às 13:22 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



“Enquanto tiver uma criança chorando, haverá um palhaço para fazê-la sorrir” (Palhaço Alegria)

Por Lorena Silva, Maria Esther Fonseca, Maysa Souza e Thaís Frossard

Quando se trata do assunto circo no Brasil, uma referência é o palhaço Alegria, na verdade, Álvaro Marinho, nascido há 76 anos em Governador Valadares (MG). Sua trajetória começou aos cinco anos, no circo Novo Mundo que pertencia ao seu avô, Furtuozo Marinho. Seu nome de batismo surgiu do fato de nunca demonstrar tristeza no circo. Ao ser perguntado se já teve o desejo de seguir outra carreira, o artista afirmou. “Eu já nasci com a alma de palhaço, por isso, nunca me imaginei fazendo outra coisa”.

Alegria conta que o nome de seu circo atual surgiu durante uma passagem pela cidade mineira de Simonésia. Enquanto o Novo Mundo estava montado no local, foi vítima de um vendaval que comprometeu sua estrutura. Os membros do circo receberam a ajuda de fazendeiros locais que doaram 250 sacos de açúcar, vazios. Serviram de matéria-prima para a nova lona. No meio de vários sacos recém- lavados, em um ainda restava a marca do açúcar: Cristal. A partir de então, Alegria resolveu que esse seria o nome do novo circo.

O palhaço se casou com dona Maurita, no picadeiro do circo, aos 17 anos. Juntos tiveram 19 filhos. “ Em casa”, completa o artista, entre risos. Todos seguiram a carreira circense. A família toda viajava com o circo em carros de boi e montados em animais, sempre encontrando um público bastante receptivo. Sobre a relação com as crianças o palhaço afirma: “Enquanto tiver uma criança chorando, haverá um palhaço para fazê-la sorrir”.

O palhaço já passou por muitas tristezas durante sua carreira. A mais marcante foi ter perdido a filha durante uma apresentação no circo e ter que continuar o espetáculo até o fim. Aos 12 anos, a filha de Alegria estava se apresentando no trapézio e caiu. O palhaço socorreu-a, mas ao pegá-la já sabia que ela havia morrido. Mesmo com toda tristeza, Alegria voltou ao picadeiro e continuou o espetáculo. “O show teve que continuar, mesmo eu sorrindo por fora e chorando por dentro”, disse o palhaço.

Álvaro diz: “Só nunca fui vaiado. Não sei como seria minha reação se isso acontecesse”. Ao ser questionado se ainda se apresenta como palhaço, a resposta de Alegria é simples: “Por toda minha vida!”.

às 12:12 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por João Felipe Lolli com colaboração de José Pedro Bezerra da Silva

O palhaço clássico, que pinta o rosto de branco e exagera suas expressões, apareceu no teatro Grego há mais de dois mil anos. Os atores pintavam seus rostos de branco para que o público conseguisse enxergá-los melhor. Este tipo de palhaço é mudo ou utiliza pouco a voz durante o espetáculo. Desenvolve sempre números simples, com trapalhadas e brincadeiras sutis, evidenciando a figura de um “bobão”, uma pessoa lerda ou distraída. Estilo de vanguarda, praticado por artistas notáveis como Charles Chaplin. No Brasil, destacaram-se os palhaços Arrelia, Carequinha, Espirro, entre outros.

Bufão, estilo de interpretação do gênero cômico. É o grotesco, o marginal, que utiliza-se da sua insanidade para denunciar os aspectos torpes da sociedade organizada. Ele exerce sua blasfêmia através das paródias, pequenas cenas recheadas de deboche em encarna figuras comprometidas ideologicamente com a ordem vigente. Bufão é representado com deformações físicas: corcundas, barrigudos, grandes glúteos, grandes peitos, obesos etc.

Stand up é um espetáculo de humor executado por apenas um comediante. O humorista se apresenta geralmente em pé (daí o termo 'stand up'), sem acessórios, cenários, caracterização, personagem ou recurso teatral. Também chamado de “humor de cara limpa”, termo usado por alguns comediantes. O texto é sempre original, normalmente construído a partir de observações do dia-a-dia e do cotidiano.

terça-feira, 20 de abril de 2010 às 18:38 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



A história do circo e suas linguagens tradicionais e contemporâneas foram tema do workshop com a doutora em História e filha de artista circense Ermínia Silva

Por Gabriel Sales

Mestre, doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas e filha de artistas de circo, Erminia Silva contou a história desta arte milenar, em workshop realizado na segunda-feira (19), no Teatro SESI-Mariana. O evento fez parte da programação do 2º. Encontro Internacional de Palhaços.

Segundo Erminia Silva, a linguagem circense sempre foi contemporânea, se considerado o contexto em que esteja em termos de época e local. Ela explicou que o circo utiliza várias vertentes artísticas, tais como teatro, música e dança. Nem mesmo a tecnologia é novidade, acrescentou a pesquisadora. Logo, dizer que o circo contemporâneo diverge do tradicional pelo manuseio de novas tecnologias e na miscelânea de vertentes artísticas é um equívoco.

A diferença entre as duas linguagens do circo são as pessoas que o fazem. E o divisor de águas entre as linguagens ditas “tradicionais” e “contemporâneas” foram a necessidade de as famílias circenses se fixarem e a abertura de escolas de circo.

Especialização

Mas é possível apontar outras características. Quando o circo era familiar, os artistas tinham a necessidade de conhecer seu trabalho por completo, desde as roupas que usam à acrobacia do companheiro. A partir dos anos 80, quando começou a discussão acerca do circo contemporâneo, os artistas se tornaram especializados somente em suas performances, devido à abertura das escolas circenses.

A partir da década de 50, várias famílias circenses viram a necessidade de se fixarem para que a quarta geração pudesse ter um ensino formal. “Até então isso era inconcebível”, afirmou a historiadora. Vários circenses abriram escolas de circo para essa geração, mas o público se tornou heterogêneo. “Havia a consolidação, a partir da década de 70, de escolas fora do contexto familiar”, lembrou Ermina. A primeira escola de circo a ser aberta no Brasil foi a Piolin, em São Paulo, em 1977; em seguida, em 1982, foi aberta a Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro.

Ermina Silva afirma que a História é um diálogo, e que não se deve olhar o circo “tradicional” como algo morto. O modo de se fazer o circo muda, mas sua essência não. Como disse João Pinheiro, fundador do Circovolante, em coletiva aos estudantes de Jornalismo da Ufop, no último dia 12, “a cultura é viva, a cultura são as pessoas”.

às 18:25 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



As “acrobacias mentais” de Ermínia Silva

Por Gabriel Sales, Érica Pimenta, Jessica Peruch, Laís Queiroz e
Walkiria Teodoro

Filha de circenses, por parte de pai (“um acrobata equestre incrível”), Ermínia Silva faz parte da quarta geração brasileira de circo. Em uma família de 14 primos, nenhum seguiu a carreira artística para estudarem no ensino formal, o que era inconcebível até a geração do pai dela, Barry Charles Silva, do Circo-teatro Variedade Irmãs Silva, iniciado no século XIX pelo bisavô de Ermínia, e que teve diversos nomes.

Apesar de seguir o “dito” ensino formal, ao invés de ser artista circense, Ermínia nunca largou o circo: é uma das historiadoras mais importantes da área no Brasil – uma amiga já a chamou de “acrobata mental”. Sua curiosidade sobre a história da qual faz parte veio a partir de uma jornalista, que a entrevistara sobre a trajetória do circo.

Como a transmissão dos saberes entre as famílias circenses era oral, não havia dispositivos para pesquisa que não a entrevista. Então, Ermínia foi buscar sua história com suas tias-avós e, na continuidade, tornou-se doutora no tema.

Pesquisa

Já publicou os livros “Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a Teatralidade Circense no Brasil”, e “Respeitável público... o circo em cena” – como co-autora --, ambos publicados pela editora Altana.

Partindo dos seus relatos e de pesquisas em jornais e livros, a professora estudou a maneira como os vários grupos circenses foram chegando ao Brasil e por aqui foram ficando. Acrescenta: “Nesta pesquisa percebi a riqueza de temas que o mundo circense permite para ser estudado, desde os ‘causos’ que nós circenses escutamos e vivenciamos o tempo todo, até os temas criança, educação circense e seus métodos, família, mulher, arquitetura, teatro, música, entre outros”.

A pesquisadora diz que não é possível generalizar as análises sobre o modo como os artistas usavam ou usam os espaços públicos no Brasil do século XIX ao XXI. Houve e há diferentes formas de adaptações e uma diversidade grande de expressões artísticas.

Ermínia conta que desde pequena, foi acostumada a ouvir relatos de fatos e situações que iam mostrando o quanto o circo era um lugar muito particular, no qual se produzia toda uma sabedoria própria, muitas vezes desconhecida pelos próprios circenses.

E, o que era mais interessante de tudo, é que essa aprendizagem era adquirida no interior do mundo da lona, principalmente pela tradição oral. Não havia uma metodologia. O conhecimento era passado de geração em geração, de pai para filho, intermediado pela memória.

Assim, o processo pedagógico de aprendizagem, se dava diariamente, era a condição de estar no circo. “Ser artista significava dominar todas as expressões artísticas: saltar, cantar, dançar, representar ”, conta a pesquisadora.

Confira a coluna de Ermínia Silva no site: http://www.circonteudo.com.br

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Camaleão expõe quadros até o dia 30 de abril no SESI-Mariana

Por Mateus Meireles

Trazer ao público a face contagiante da alegria dos palhaços aliada ao humor das caricaturas, esse é o intuito da exposição “Os palhaços de Camaleão”, que ficará aberta à visitação até o dia 30. Camaleão, artista autodidata, se inspirou na alegria dos palhaços e na forma de fazer humor com simplicidade, além do ímpeto em dar cor aos casarios de Minas, para compor os 22 quadros da mostra, que faz parte da programação do 2º Encontro Internacional de Palhaços.

Ainda na infância, Camaleão começou a esboçar o desejo pela arte das caricaturas. “Comecei como todos que trabalham nesta área, na infância, através de desenhos simples, que foram tornando-se mais complexos, ou melhor, mais bem elaborados com o passar do tempo”, contou.

Sua vida profissional começou em 1997, desenvolvendo charges para o jornal Ponto Final, de Mariana. Logo após, iniciou seus trabalhos de caricaturas em tela, participando de várias mostras internacionais, sendo premiado em várias delas. Sua produção atual se baseia em duas técnicas: acrílico sobre tela e acrílico sobre papel canção. Camaleão já colaborou com diversos jornais, dentre eles, o “Pasquim”, por dois anos.

Atualmente, suas ilustrações foram selecionadas para compor uma publicação da Walt Disney. “É uma empresa que faz trabalhos incríveis nesta área, é realmente uma referência em ilustrações e desenhos. Quanto a desenvolver este trabalho, ele foi feito sem saber que viria a ser publicado pela Disney. Depois de estar pronto é que ele foi apresentado à empresa pela escritora Maria Ashley, e tivemos a felicidade de vê-lo contemplado com a publicação”, informou.

Para o artista, a proposta da exposição “Os palhaços de Camaleão” é simples: despertar o olhar das pessoas, inicialmente pelo humor e depois pela arte circense. Esse objetivo, ainda segundo Camaleão, foi alcançado. “Sempre que faço uma exposição, um dos meus objetivos é mostrar a arte e despertar as pessoas, em especial crianças e jovens para as artes gráficas, e isso me parece estar acontecendo, pois tenho encontrado com jovens e crianças dizendo que já viram a exposição e já estão iniciando alguns desenhos, e demonstrando interesse pela arte circense”, finalizou.


VÁ LÁ:

O que: Exposição “Os palhaços de Camaleão”.

Quando: De 5 a 30 de abril

Onde: Centro de Cultura SESI-Mariana, Rua Frei Durão, 22 - Centro - Mariana - MG
Entrada franca

Informações: www.camaleaocaricaturas.blogspot.com

às 14:50 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por José Pedro Bezerra da Silva e João Felipe Lolli

Os números preparados pelos oito artistas participantes do ateliê “O Riso In Formação” são inéditos, e foram aperfeiçoados durante a oficina comandada por Marcio Libar. Além da orientação cênica, os números ganharam trilha sonora de Paulo Santana. Além disso, os artistas ganharam adereços e figurinos para a montagem.

Os palhaços que participaram da oficina desenvolveram seis números que serão interligados por um fundo comum. Vários tipos de humor estarão envolvidos, como os palhaços bufões, stand up cômico e números clássicos. Todo o trabalho desenvolvido, bem como a trilha sonora criada, foram pensados para os artistas poderem apresentar seus números individualmente após o Encontro, em Mariana.

O artista Fabrício Sereno fará um número de stand up cômico, com uma mescla de hip-hop e técnicas de defesa pessoal. Ele é mineiro de Ubá e atualmente mora em Juiz de Fora. Vai apresentar os números “Medo” e “O mundo não é tão belo quanto a arte”. Sereno trabalha há 14 anos no teatro e há cinco como palhaço, profissionalmente.

Thiago Araújo, o palhaço Pindaíba, vem de Belo Horizonte e representa a Pindaíba Produções, uma companhia dirigida por ele, que também atua e coordena o grupo. Seu número mescla os gêneros cômico e bufão. O nome da sua apresentação é “Xechéu, o Feio”. Estuda teatro desde 1998 e atua profissionalmente como palhaço desde 2006.

Diogo Dias e Evandro Hering são da CIA Circunstância, também de Belo Horizonte. Apresentarão juntos o número “Espelho”. Eles são palhaços desde 2000 e formaram essa parceria em 2005. A Companhia Circunstância é composta por quatro artistas e também fará uma apresentação durante o 2º. Encontro Internacional de Palhaços no dia 23/04, às 10h, na Praça Gomes Freire (Jardim), em Mariana.

Eduardo Romagnoli estuda teatro desde 1994. É formado em História e é também ator, formado pelo curso livre de atores do Instituo de Filosofia, Arte e Cultura (IFAC-UFOP). É natural de Belo Horizonte, mas vive em Mariana há 14 anos. O nome de sua apresentação é “O avestruz bailarino”. Tem dois filhos, que já participaram de alguns de seus números. Ao lado deles, pretende fundar o Circo Teatro Romagnoli.

Marcelo Castillo e Diego Gamarra são argentinos de Córdoba e Rosário, respectivamente. Fazem parte da Companhia Circo Teatro El Individuo. O nome de sua apresentação será “Boxeclown”, um número clássico, onde os palhaços Cloro e Mercúrio farão uma luta. Trabalham no teatro há 15 anos.

A palhaça Jô Alves, única mulher entre os integrantes da oficina, apresentará o “Circo da Jojoba”. Ela é natural de Governador Valadares, mas reside e trabalha em Passagem de Mariana. Faz parte da Companhia Lunática e já trabalha como palhaça há mais de dez anos.

Confira vídeo sobre o Ateliê do Riso, em Mariana:


Disponível em: Moment Show

segunda-feira, 19 de abril de 2010 às 20:21 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Os amigos Xisto Siman e João Pinheiro fundaram, em 2000,
o Circovolante, que dá continuidade às artes circenses fora da lona

Por Ana Luísa Ruggieri, Marcelo Quintino e Thiago Guimarães

O grupo Circovolante, que reune os palhaços Xinxin e Juaneto, na verdade, os amigos Xisto Siman e João Pinheiro, respectivamente, e também o músico Paulinho Santana, comemora 10 anos e realiza o II Encontro Internacional de Palhaços, em Mariana (MG). O evento começou no último dia 9 e termina no próximo dia 24, com oficinas, workshops e espetáculos de artistas de cinco países e cinco estados brasileiros.

Ano passado, o grupo ganhou o Prêmio FUNARTE Carequinha de Estímulo ao Circo, que apoia financeiramente projetos independentes. Essa premiação foi fundamental para que a equipe conseguisse realizar o II Encontro Internacional de Palhaços.

O Encontro trará artistas da Argentina, Uruguai, Espanha, Grécia e Itália, além de representantes dos estados da Paraíba (João Pessoa), de São Paulo (Campinas), Rio de Janeiro (capital), Espírito Santo (Vitória) e Minas Gerais (Belo Horizonte, Ouro Preto e Mariana). O Circovolante frequenta eventos internacionais realizados no Brasil desde 1998, o que ajudou o grupo a fazer contatos com os palhaços que participarão do II Encontro. De acordo com o grupo, “a ideia também é promover um encontro afetivo de palhaços, no qual possa haver uma troca de experiências”.

História

Xisto e João se conheceram em Governador Valadares há 19 anos e montaram o grupo de humor Stronzo, que atuava na região do Vale do Rio Doce. Em nove anos de existência, se apresentaram em mais de 150 cidades de Minas Gerais.

Em 1995, a sede do grupo foi transferida para Mariana, onde foram convidados para coordenar mostras de teatro. “O grupo Stronzo tinha uma linha de produção muito eficiente e conseguiu levar adiante grandes projetos, inclusive, complexos, apesar das dificuldades enfrentadas em uma cidade do interior”, contam João e Xisto. Em 2000, fundaram o Circovolante.

Segundo eles, o que diferencia o Circovolante de um circo tradicional é “a forma de se organizar em torno do circo”. “Os tradicionais têm a questão da família como base, já o Circovolante surgiu como proposta de agrupar pessoas que não se conhecem e dar continuidade à arte circense”. Outro diferencial, é o fato de a lona não ser, necessariamente, o local de apresentações.

Confira tópicos da entrevista:

Organização

O Circovolante está participando de grupos em nível municipal e regional, como a Rede Cultural de Mariana, criada em outubro de 2009, a fim de promover debates e discussões, além da busca por um diálogo com o poder público na intenção de questionar o apoio preferencial às ações voltadas ao Patrimônio Histórico. De acordo com João Pinheiro, “hoje, falamos de Aleijadinho, não questionando sua obra, mas, daqui a 300 anos, ainda estaremos falando dele. Porém, não existe atenção à cultura em movimento nos dias atuais.”

Preconceito

Os artistas do Circovolante afirmam que já sofreram preconceito com seu trabalho, pois “os artistas rompem as regras com as quais as pessoas estão acostumadas, o que incomoda”. “Mas a função do artista é reverter o senso comum”, pontua Xisto. De acordo com ele, a experiência ajuda a saber lidar com o preconceito. “O trabalho fala pelo artista”, afirma João Pinheiro. Mesmo com as dificuldades, eles concordam. “A recompensa de ser palhaço é a resposta do público, o resultado direto de alegrar as pessoas e o calor da receptividade”.

Imprensa

Para João Pinheiro, a arte circense é pouco abordada na imprensa. O problema é a falta de especificidade dada à arte do artista de rua e do palhaço. “Você não é teatro, não é circo tradicional, então ‘o cara’ não sabe o que falar de você, ele só fala do evento em si e não escreve sobre a arte do palhaço, do artista circense de rua, então a questão fica muito superficial, sem enquadramento”.

    Circovolante

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