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segunda-feira, 26 de abril de 2010 às 21:49 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Após 16 dias de evento, mais de 40 horas de alegria, e com a presença de 60 artistas circenses, o Circovolante – 2º. Encontro Internacional de Palhaços fecha a cortina e encerra o espetáculo

Por Fernando Ciríaco e Rafael Câmara

Depois de dezesseis dias de muitas risadas, cenas emocionantes e espetáculos comoventes, chegou ao fim neste domingo (25) o 2º. Encontro Internacional de Palhaços. Promovido pelo grupo Circovolante, o evento contou com diversas atrações nacionais e internacionais que trouxeram para Mariana e Ouro Preto um público (segundo os próprios artistas) generoso, acolhedor e participativo, além da alegria e a diversão do circo.

Em uma época em que o circo perde sua popularidade, os espectadores do Encontro de Palhaços demonstraram grande satisfação em assistir espetáculos bem trabalhados no espírito circense. “Nasci no interior de São Paulo e lá isso não existia. Só via artistas assim na televisão. Aqui, eles trazem espetáculos de qualidade para as ruas. Vale a pena assistir”, disse a advogada Mariana Boni, que veio de São Paulo para assistir aos espetáculos.

O ator Vagner Pires também reconheceu a importância do trabalho dos organizadores do Encontro. “O trabalho do Circovolante é fantástico. Fizeram tudo com muita garra e amor pela arte e, por isso, estão de parabéns”, elogiou.


O público teve ainda um encontro com um palhaço veterano, o Palhaço Alegria (na foto), de 76 anos, artista já consagrado na arte do circo. Foi o caso da farmacêutica Maria de Lourdes, do Rio de Janeiro. “Fiquei sabendo do espetáculo quando estava em Ouro Preto passando o feriado. Acho uma ótima iniciativa. Vi o Palhaço Alegria ainda em atividade e me deu saudade do palhaço Carequinha. Alimentar essa lembrança é muito importante”, ressaltou.

Diversão


As apresentações não foram menos interessantes para os artistas, pois segundo Marisa Riso e Rafael Marques, “o público é muito receptivo, generoso”. “Aceitam o artista estando na rua ou no palco, com ou sem nariz. Reagem a tudo e estão sempre dispostos a participar, afinal de contas, eles é que ditam o ritmo do espetáculo. Nós (palhaços) trazemos 50% e eles dão os outros 50%”, concluem.

Para o palhaço espanhol Pepe Nuñez, que também participou do Encontro, “o palhaço sempre procura um jeito de se aliar ao público, e o público de Mariana já vem com essa disposição”. “Eles são aliados do artista e isso facilita o trabalho”, afirmou.

Os artistas reconheceram também a importância de trazer de volta o acesso das pessoas ao circo, que em Mariana se deu por meio de espetáculos em praças públicas e no teatro. O “capitão” Marcio Libar, que ministrou a oficina O Riso In Formação e apresentou o espetáculo “O Pregoeiro”, destacou esse diferencial. “No Rio (de Janeiro), quando saio para passear no domingo, vejo pessoas de todas as idades buscando lazer e as praças já não têm sido mais usadas pra isso. A humanidade vai carecer desses encontros, vai existir a necessidade dela se reencontrar, por isso, é necessário resgatar encontros como esse”.

Pepe Nuñez, por sua vez, enfatizou o fato de a arte do circo viver, atualmente, no teatro. “Nós temos que ter em conta que, hoje em dia, é muito difícil manter uma lona de circo, pois é muito caro e temos cada vez menos espaço nas cidades para apresentações desse tipo. Mas o circo hoje vive no teatro. Eu, por exemplo, nunca trabalhei no circo, vim do teatro, e muitos artistas do circo estão vindo para o teatro. Portanto, hoje, a arte do circo vive no teatro”.

Avaliação

Um dos organizadores do Encontro e integrante do Circovolante, João Pinheiro (na foto), salientou a importância de se trabalhar com todos os “estratos da sociedade”. “Nos espetáculos do Circovolante nós temos como espectadores médicos, mecânicos, advogados, empregadas domésticas, enfim, todo mundo está ali assistindo”.

Pinheiro deixou claro, também, a importância na forma da divulgação dos trabalhos: “Independente da arte que você faça, o importante é chegar nas pessoas. E como nós assumimos fazer arte popular, é importante dizer que as pessoas, diferente do que dizem, gostam sim de teatro. Elas não são devidamente convidadas a participar dos espetáculos.”

domingo, 25 de abril de 2010 às 17:30 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

“Café Pequeno da Silva e Psiu!” encerra 2º. Encontro Internacional de Palhaços em espetáculo surpresa, na Praça do Jardim

Por Adriana Bravin
Especial para Tribuna da Palhaçaria

Lugar consagrado às artes circenses durante a semana do Circovolante – 2º Encontro Internacional de Palhaços, a Praça Gomes Freire, a popular praça do Jardim, em Mariana, se despediu ontem à tarde do picadeiro de mentirinha montado com lona no chão e marcado com pó de giz.

“Café Pequeno da Silva e Psiu!”, espetáculo solo de Richard Righetti, do Grupo Off-sina, do Rio de Janeiro, encerrou, de surpresa, o evento, já que sua apresentação não estava prevista na programação – ele fez o número em Ouro Preto, mas pediu à organização para repetir a dose em Mariana.

Com maestria, Richard transportou a plateia de adultos e crianças à magia do circo, à ingenuidade do palhaço, com números consagrados, provocando encanto e espanto no olhar das crianças. Além, claro, de risadas e muitos aplausos. Tudo isso em uma hora e meia de espetáculo com um palhaço que parecia saído de um pequeno circo de uma cidade do interior, como Mariana.

Brincadeiras

O encontro inusitado com o espetáculo circense na praça fez do empresário Wagner Caetano Bento, 32 anos, “marido” da marionete Magali por alguns minutos. O brincalhão Café Pequeno “catou” Wagner na plateia e o levou ao centro do picadeiro para “brincar” de ser pai do filhote de Magali, um pássaro.

Nesse momento, o empresário, que por falta de tempo não pôde assistir nenhum espetáculo do Encontro de Palhaços, voltou a ser criança. Ainda que timidamente. “Dá vergonha”, confessou, depois, ao lado do filho Eduardo, de 7 anos.
Já a técnica em mineração Adriany da Silva Bernardes, 40 anos, que saiu de casa para tomar sorvete com o filho Vitor, de 5 anos, sentiu-se lisonjeada com o “galanteio” de Café Pequeno. Levada ao picadeiro de mentirinha pelo palhaço, Adriany ganhou flor de plástico e coração de bexiga. “Adorei!”, exultou.

Algodão doce

Quem também parou para ver o palhaço foi o vendedor de algodão doce Davi Belo, 47 anos, morador do Bairro Rosário, em Mariana. Sem saber do evento na cidade, Davi estava feliz com o resultado das vendas: naquela tarde só restavam 24 dos 120 palitos com algodão doce que ele prepara e vende. “Só hoje faturei cento e dois reais”, contabilizou Davi.

Agradecido ao palhaço, fez questão de doar R$ 1,00 quando Café Pequeno passou o chapéu, aliás, fez "magicamente" o público se dirigir ao chapéu. “O trabalho dele tá dando dinheiro pra mim”, disse Davi, satisfeito. Quem também doou foi “o rapaz da batata e do hot dog”, gritou Café Pequeno, com o chapéu já abarrotado de notas e moedas. “Na rua não se cobra entrada, só saída”, disse, despedindo-se da plateia que não queria ir embora.

às 15:57 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Maysa Souza

O espetáculo solo “Metro y Medio” (metro e meio, em português), apresentado nesse sábado, em Mariana, encheu os olhos do público, na Praça da Sé. A palhaça Maku se utilizou de números circenses, interação com a plateia e poucas falas para encantar e divertir sua plateia.

Casada com o palhaço Chacovachi, a argentina Maku disse que, apesar de arriscados, ela se sente segura com seus números. “Faço esse espetáculo há dez anos e somente uma vez errei, quando subi no ombro de alguém da plateia, mas como todo palhaço, me aproveitei disso para fazer as pessoas rirem”.

Sobre as poucas falas que utiliza durante a apresentação, Maku diz: “Não me utilizo das falas para que este espetáculo tenha uma linguagem universal e comunicação ativa com o público”.

O ponto alto do espetáculo é quando a palhaça, com a cabeça para baixo, faz malabares com as pernas e os braços, sem se apoiar em nada. O público não acredita e fica encantado com a atuação de Maku. A espectadora Lívia Santos, 19 anos, expressou esse encanto. “Fiquei fascinada durante o espetáculo todo. A palhaça é incrivelmente carismática”.

O público se divertiu quando a palhaça vestiu dois espectadores com roupas escocesas para que a ajudassem a tocar a gaita de fole. Enquanto ela subia no ombro de um deles o outro deveria dançar a música que a palhaça tocasse. A plateia deu muitas risadas.

Maku disse que se encantou com o público marianense. “Estou muito feliz de estar aqui com o Circovolante. A plateia é muito receptiva e muito agradecida. Por mais que não gostem do espetáculo, não vão embora e sempre aplaudem”.

às 15:55 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Giovana Bressani. Colaboração de Aline Rosa de Sá

A palhaça argentina Maku Jarrak, em seu espetáculo “Metro y Médio”, provou que o humor pode ser feito sem palavras, de forma inocente e singela, ao mesmo tempo em que é forte e encantador. A artista busca durante o espetáculo manter a interação com a platéia, “A resposta do público sempre é diferente a uma piada, é isso que torna cada apresentação única” alega.

A artista de rua elogiou o público brasileiro. “(Vocês) São mais receptivos, mais quentes. Se tem que aplaudir, aplaude; se querem rir, riem”. Segundo Maku, é muito mais fácil ser palhaço profissional no Brasil por haver políticas públicas aqui. “Na Argentina, para o governo as palavras palhaço e circo não existem. Caso o palhaço precise de algum subsídio é necessário ir para o teatro”, desabafa a artista, que sobre a dificuldade de realizar a arte circense em seu país. “Para ser palhaço no meu país é preciso passar o chapéu”.

Bem humorada, ela diz viver um sonho. O espetáculo está sempre presente em sua vida, seja em uma conversa casual com seu marido, o palhaço, ChacoVachi, ou preparando um novo número. Disse, ainda, não ter dificuldades em ser mãe e palhaça. O fim da entrevista veio com a chegada do seu filho Ringo, 5 anos, que interrompe com um gesto de mágica: “Mamãe, eu tenho um surpresa”.

às 14:52 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Cia da Bobagem arrancou gargalhadas da criançada com o espetáculo “Ponga no Molongó”, no sábado

Por Renata Torres. Colaboração de Laio Amaral

A apresentação da Cia da Bobagem com o espetáculo “Ponga no Molongó” encantou o público no sábado (24), na Praça Gomes Freire (Jardim). Os artistas utilizaram desde números clássicos a improvisos.

Com uma platéia predominantemente infantil, os palhaços Zuleico e Florisa provocaram deliciosas gargalhadas nos pequenos. O diálogo com a plateia, uma característica marcante da dupla, se fez presente através de participações do público em diversos números.

Atendendo aos pedidos das crianças, a dupla e os voluntários participantes do espetáculo dançaram a música da banda Parangolé, “Rebolation”. Em seguida, os palhaços realizaram coreografias e inúmeras imitações, como o gato com problemas psicológicos.

Os atores Marisa Ribeiro, a Florisa, e Rafael Marques, o Zuleico, deram vida ao espetáculo com a suas músicas: ela, na sanfona (na foto), ele com a corneta. Para a estudante Ingrid Rodrigues, 13 anos, “o espetáculo foi bom, e teve muita participação das crianças”.

A apresentação dos palhaços, no entanto, foi vista com outros olhos pelo público mais velho. De acordo com a pedagoga Renata Nascimento, 31 anos, “o espetáculo foi legal, porém deveria ter uma inovação nos números”.

A Cia da Bobagem apresentou um espetáculo pela primeira vez em Mariana, e segundo os artistas, foi uma apresentação boa, em que houve um diálogo com a plateia.

às 12:36 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

A interação com o público e o humor simples foram as marcas do espetáculo

Por Kleiton Borges. Colaboração de Bárbara Zdanowsky

O último dia de apresentações do Circovolante – 2º. Encontro Internacional de Palhaços contou com a presença da grega Theano Vavatziani, na peça “Intervalo”, que aconteceu no Teatro SESI-Mariana. Estreando o espetáculo solo, a palhaça encantou a plateia com um humor simples, para todas as idades.

O espetáculo mostra a personagem Fischio, que aproveita o intervalo de uma peça teatral para fazer suas trapalhadas. No decorrer das cenas, as crianças não se continham somente em assistir a atriz e tentavam também ajudá-la a cada nova situção embaraçosa. Com um arsenal de caras e vozes, Theano prendeu a atenção do público na primeira metade do espetáculo.

A estudante de Educação Física, Cristine Fuchseinwoegerer, 22 anos, que veio de Ouro Preto para prestigiar o espetaculo aprovou a apresentação porque “(a peça) trabalhou muito com as crianças, que interagiram bastante”. Para o estudante de Engenharia de Controle de Automação, Evandro Luiz Garcia, 20 anos,"(o espetáculo) foi bem divertido”. “É uma comédia diferente, inusitada", opinou.

As opiniões daqueles que atuam na área foram um pouco mais críticas. Segundo a estudante Artes Cênicas, Bruna Rosa, 22 anos, “a peça foi boa, mas no final foi ficando mais cansativa". Para o palhaço da Companhia Circunstância Miguel Safe, 27anos, “foi uma boa estreia”. “Achei genial por ser um espetáculo solo, mas falta trabalhar melhor os tempos cômicos do meio pro final da peça”.

A atriz disse que espera poder voltar a se apresentar, desta vez no 3º Encontro Internacional de Palhaços; agradeceu o convite dos organizadores e encerrou sua apresentação com uma brincadeira que envolveu atriz e publico para dançar uma tipica dança grega.

sábado, 24 de abril de 2010 às 17:48 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment

Disputa entre “Pernudos” e “Quebra Tudo” diverte cerca de 400 pessoas na tarde de sábado, na Praça da Sé

Por Alice Piermatei e Cristiane Guerra

Com público animado e encantado, a Estandarte Cia de Teatro apresentou sábado (24), à tarde, na Praça da Sé, um divertido espetáculo com jogadores de futebol “nas alturas”, o Futebol na Perna de Pau. Do alto dos instrumentos que medem 80cm, o grupo levou a platéia à loucura com seus dribles e palhaçadas!

Tanto o time dos “Pernudos” quanto o dos “Quebra Tudo” contavam com três jogadores cada, entre integrantes da Estandarte e convidados. Além desses havia o “Fidirico”, um jogador dito “curinga”, que, (segundo palavras da platéia), era um verdadeiro vira-folha, usava camisas dos dois times e trocava de lado quando bem entendia.

O juiz era um caso à parte e tinha de tudo um pouco: jogador, bandeirinha, artilheiro, cobrador de pênalti e gândula. Sua atuação era um tanto quanto duvidosa, e completamente parcial, o que o levou a tomar vaias e xingamentos da plateia (“Ladrão! Ladrão! Ladrão!”, gritava o público).

Uma novidade “tecnológica sensacional” dessa partida eram os “replays”. A cada lance “emocionante”, o juiz (novamente ele) convocava todos os jogadores para, em câmera lenta, repetir a jogada para tirar dúvidas da arbitragem. Só que o perigo era o resultado final ser modificado pelo próprio juiz!

Um dos maiores atrativos do espetáculo foi a participação ativa dos espectadores. Um deles, o ator de Cataguases (MG), Vagner Pires, escolhido para ser goleiro dos “Pernudos”, foi eleito o melhor jogador da partida. Outras participações ficaram por conta de um comentarista, duas crianças que montaram uma barreira para o time vermelho e uma goleira surpresa, de defesas um tanto curiosas. A partida terminou empatada em 6 X 6, mas foi decidida nos pênaltis, quando os “Quebra Tudo” ganharam por 1 X 0.

Brincadeira

A ideia do espetáculo surgiu de uma piada entre amigos. “Ah, vocês são muito pernas de pau”, disse um amigo da Cia. Então, segundo Gustavo Pacheco, um dos fundadores do grupo, os integrantes resolveram, em uma brincadeira, tirar uma “ranca” com amigos em cima da perna de pau. “A ideia foi um sucesso, todo mundo adorou participar e depois disso resolvemos montar o espetáculo”, contou.
A Estandarte Cia. de Teatro é formada por ex-alunos do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e surgiu há quatro anos. Os integrantes Gustavo Pacheco, Didito Camillo e Marcelino Ramos já faziam espetáculos avulsos quando resolveram montar a companhia. Hoje, eles contam com sete números e participam de eventos Brasil a fora, complementando seu trabalho de pesquisa na área de cultura e teatro de rua.

Confira no vídeo um trecho da grande jogada:

"Dunga se ilumina e convoca Pernas de Pau"



às 11:56 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Os atores Adriana Morales e Tiago Mafra, que formam a dupla Sabonete e Benedita, contam uma singela história de amor entre palhaçadas

Por Lorena Cristine, Maysa Souza e Maria Esther Fonseca

O espetáculo “Uma surpresa para Benedita”, apresentado na última sexta-feira (23), às 15h30, na Praça da Sé, reuniu bom humor, talento, efeitos sonoros e interação com o público. Durante cerca uma hora, os palhaços Sabonete e Benedita tentaram preparar um jantar para o novo amor do palhaço. Entre muitas confusões e um jantar frustrado, Sabonete acaba confessando que ama Benedita e os dois terminam se beijando.

A plateia se divertiu com a dupla de palhaços que a todo momento interagia com o público. Crianças e adultos se misturaram na Praça da Sé e saborearam um espetáculo que hoje é para todas as idades. Tiago Mafra, o Sabonete, contou que “na verdade, o espetáculo não foi feito para crianças, mas acabamos deixando ele mais leve para atingir todo o público”. “O espetáculo tem o humor que as crianças e os adultos curtem”.

Os efeitos e a trilha sonora da peça se destacaram durante toda a apresentação. Maria Milagros, responsável pelos efeitos sonoros, intervém no espetáculo e até rouba a cena dos palhaços em algumas cenas. “O palhaço sem o público não existe, e para a apresentação não ficar parada o tempo todo, tem a música para dar uma quebrada no espetáculo”.

Os atores Tiago Mafra e Adriana Morales, que formam a dupla Sabonete e a Benedita, são casados também na vida real. E, ontem, reestrearam o espetáculo “Uma surpresa para Benedita”, porque ficaram parados depois do nascimento da filha Valentina.

às 11:04 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Cabaré do Circovolante teve de piadas picantes a números que resgataram a ingenuidade e magia do circo

Por Mateus Meireles

Em um primeiro momento, o nome cabaré pode remeter a lugar destinado a shows com mulheres, ou algo inapropriado aos menores de idade. Deixe esse conceito para trás, pois o Circo Volante e seus convidados provaram, sexta-feira (23), à noite, que é possível fazer um espetáculo com o espírito do “cabaré” para a família inteira. O Cabaré do Circo Volante apresentou esquetes que buscavam a interação com o público, que lotou o Teatro - SESI, em Mariana.

Participaram do espetáculo, de uma hora e meia de duração, os representantes do Circo Volante, Xisto Semana e João Pinheiro, a artista grega Terno Vavatziani, o espanhol Pepe Nuñez, o Palhaço Alegria e seu filho Irinei Marinho, e Richard Righetti, o palhaço Café Pequeno, do grupo Off-sina (RJ).

Sem que houvesse desconforto, os números mesclaram um humor mais sensual com outros mais inocentes. Exemplos foram os risos provocados tanto pelo par romântico nada convencional, formado por Palama e Watson (respectivamente, Xisto e João), quanto pela doçura da apresentadora do Cabaré, a grega Theano, e a ingenuidade das piadas de circo comandadas pela dupla Alegria-Irinei. Sem esquecer o palhaço Café Pequeno e seu número musical, e Pepe Nuñez e sua “magia e mistério”, que encantaram e divertiram crianças e adultos.

A noite foi marcada pela participação da platéia, que colaborou para a realização dos números. “O público também está disposto, quer participar dessa festa. Está aqui para nos receber e para nos acolher. As risadas foram muitas, tinha uma atmosfera bonita, eu senti uma serenidade na noite”, comentou a grega Theano.

Homenagem

Os artistas prestaram uma homenagem ao Palhaço Alegria, que dedicou 72 dos 76 anos de vida ao circo e fez questão de agradecer pelo carinho e participação do público marianense. “É um público maravilhoso, que sabe aplaudir, sabe receber um artista quando vem a sua terra. Isso é motivo de orgulho”, disse.

Com o fim da apresentação, a poeta, contista, cronista e artista plástica, Andreia Donadon Leal, através do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais, entregou aos representantes do Circo Volante um certificado de mérito cultural. Em seu discurso, ela lamentou a carência de políticas culturais em Mariana, citando uma entrevista de João Pinheiro ao blog Tribuna da Palhaçaria.

às 07:28 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

"Palhaços à Vista" surfa na onda do público e encanta plateia

Por Bruna Silveira

A Cia. Circunstância, de Belo Horizonte, provou, com a apresentação de “Palhaços à Vista!”, na Praça Gomes Freire (Jardim), que mostrar a cultura do circo na rua, muito mais do que em teatros e outros locais, é uma prática que deve seduzir o público. “Na rua você tem que dialogar diretamente com as pessoas que estão ali, que, muitas vezes, não foram ali realmente pra te ver, mas porque passaram ali, não estavam preparadas. O diálogo com essas pessoas tem que ser muito expressivo. A exigência do teatro é outra, é tudo mais intimista, contido. As pessoas compram o ingresso e vão pra te ver, é outro perfil de público”, compara Evandro Heringer, o palhaço Repimboca, da Cia. Circunstância.

Na sexta-feira (23), acompanharam o espetáculo não só crianças levadas por suas escolas ou por seus pais, mas também adultos que, além daqueles que já sabiam do espetáculo, se sentiram atraídos ao passarem pelo Jardim e serem surpreendidos por um show de palhaços.
Para fazer arte na rua, os palhaços precisam brincar com tudo o que acontece a sua volta e transformar o improviso em parte do espetáculo. Como afirma Miguel Safe, o palhaço Bambulino, “a rua é como o mar: ou ela te engole ou você surfa nela.”

Com toda a diversidade de pessoas que o assistiam, o grupo de Belo Horizonte apresentou um espetáculo para todas as idades e buscou arrancar sorrisos da pluralidade que se via no público. “O palhaço deve saber com quem ele tá lidando. Ele olha para o público e vê adultos, vê crianças. Nós olhamos esse público e buscamos agir de uma maneira que agrade a todos.”, diz Evandro.

sexta-feira, 23 de abril de 2010 às 17:01 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

"Ponga no Molongó", da Cia. da Bobagem, convida o público a entrar no mundo sem lógica e divertido dos palhaços

Por Renata Torres

A Cia. da Bobagem, de Belo Horizonte, marca presença pela segunda vez no Encontro Internacional de Palhaços, e convida a todos para a apresentação do espetáculo “Ponga no Molongó”, neste sábado (24), às 15h30, na Praça Gomes Freire (Jardim), em Mariana. Participam dos números os atores Marisa Ribeiro, a Palhaça Florisa, e Rafael Marques, o Palhaço Zuleico.

Segundo os atores, o título “Ponga no Molongó” vem da mistura das gírias mineiras “pongava”, que significa subir, acessar, e “molongó”, que remete à idiotice, à loucura do palhaço. De acordo com eles, o nome é um convite ao público para que entre no mundo louco, divertido e sem lógica do palhaço. O espetáculo tem duração prevista de 50 minutos e é indicado a todas as idades.

Os personagens cômicos Branco e Augusto, ambos palhaços, brincam com a plateia e improvisam – a dupla apresenta uma adaptação diferente a cada espetáculo. Segundo Rafael Marques, para cada local é feita uma adaptação dos números para uma melhor aceitação do público.

“Ponga no Molongó” promete levar todos ao delírio e à felicidade de um bufão. Não percam!

SAIBA MAIS:
A Cia. da Bobagem foi fundada em 2007 pela dupla de atores Marisa Ribeiro e Rafael Marques, em busca da paixão existente pela arte do palhaço e do teatro de rua. Eles também estiveram presentes no Circovolante – 1º. Encontro Internacional de Palhaços, mas é a primeira vez que apresentam um espetáculo em Mariana.

às 16:08 Postado por Tribuna da Palhaçaria 7 Comments



O espanhol Pepe Nuñez levou crianças e adultos às gargalhadas no espetáculo apresentado quinta-feira

Por Bárbara Zdanowsky

Apostando em um figurino simples, poucos acessórios e números diversos, o palhaço espanhol Pepe Nuñez apresentou na quinta-feira (22), no Teatro SESI-Mariana, seu espetáculo solo "Bom Apetite".

Em uma apresentação que contou com a participação do público, do início ao fim, Pepe abusou de números de mágica, malabares e comicidade, levando ao palco crianças, pais e jovens que assistiam ao show, inclusive esta repórter (na foto).

Gradualmente Nuñez foi conquistando a plateia, que lotou o teatro. As mágicas e o andar desengonçado do palhaço foi o que mais divertiu as crianças e, para o pequeno Marcus Vinicius Cepolini, 6 anos, "foi o melhor palhaço".

Com originalidade e a graça, Pepe encantou e divertiu o público e recebeu muitos elogios daqueles que diziam não gostar tanto assim de palhaços. É o caso da estudante de Nutrição Violeta Marina Echevaria Augusto, 19 anos, que afirmou ter ficado maravilhada com a peça. “Nunca fui muito fã de palhaços, mas quanto percebi, já estava rolando de rir”.

às 16:04 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments





Por Lourival Araújo

O Circovolante - 2º. Encontro Internacional de Palhaços reúne várias personalidades interessantes, figuras surpreendentes de vários países, que mostram uma visão diferente da realidade. Uma dessas figuras é o palhaço Pepe Nuñez, da Espanha, que apresentou um espetáculo marcado pela simplicidade e pela interação com o público.

Pepe trabalha com projetos voltados à inclusão social de crianças, em Florianópolis (SC), cidade onde vive há dez anos, desde que se mudou para o Brasil. Ele ressalta que esse trabalho é novidade, já que na Espanha o papel do artista é diferente. “No Brasil, vi mais a necessidade de fazer projetos sociais envolvendo a minha arte. Na Espanha, o próprio governo cria as iniciativas para diminuir a violência e a pobreza.”, afirma.

Assim, o artista espanhol não tem somente o papel de levar entretenimento e cultura para o público. Pepe também ressalta a falta de incentivo à arte no Brasil, principalmente a arte de rua, já que na Espanha as prefeituras contratam os artistas para ficarem nas praças fazendo seus espetáculos. “Os palhaços espanhóis podem tirar cem reais por dia só passando o chapéu: no Brasil, até hoje os artistas têm dificuldades de viver dessa maneira, usando de outros artifícios para atrair o público”, completa Nuñez.

às 15:29 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment



O argentino Chacovachi criticou a Igreja Católica e os políticos em seu espetáculo


Por Laio Amaral

“Nesse mundo, quem tem poder não o usa bem, como os EUA, por exemplo”. Foi com esse olhar crítico e na maioria das vezes sarcástico que o palhaço argentino Chacovachi apresentou ao público do Circovolante – 2º. Encontro Internacional de Palhaços, em Mariana, o espetáculo “Cuidado!!! Un Payaso Malo Puede Arruinar Tu Vida”, quinta-feira (22), às 21h, na Praça da Sé.

Sem perder a oportunidade de alfinetar, Chacovachi abordou com bom humor temas como Deus, drogas e política, para um público que abrangia todas as faixas etárias, mas dominado por crianças. O palhaço se mostrou um verdadeiro “vingador dos adultos”, como o próprio criador do personagem o define, uma vez que trata as crianças como os adultos querem tratar, mas não conseguem. “Procuro despertar nelas uma consciência crítica, dizendo a verdade com sutileza e fazendo graça”, afirma.

Em alguns momentos da apresentação, Chacovachi fez piada com as religiões, demonstrando que muitos “só recorrem a Deus quando precisam, depois esquecem”. Criticou a Igreja Católica, ao vestir uma batina que possuía símbolos que remetiam ao dinheiro, se referindo às arrecadações que as instituições religiosas buscam dos seus fiéis através do dízimo. Quando o assunto foi política, ele disse que “os países do Terceiro Mundo não sabem pedir, segundo o FMI” e, ainda brincou ao tentar assustar uma criança dizendo ser o Fernando Collor de Melo.

A apresentação contou também com shows de malabarismo e truques, tendo a participação constante da plateia. Essa, por sua vez, aprovou a espetáculo. Para a estudante Rafaela Andretto, 20 anos, “foi uma apresentação alegre e teve muita participação popular”.

Chacovachi também fez sua avaliação, afirmando que “foi um bom espetáculo, as crianças foram super respeitosas e o público estava lindo”. Ele ainda ressaltou a importância de iniciativas com a do Encontro de Palhaços.“Eventos como este são muito importantes para a cidade, pois é fundamental para a criança ver teatro, porque ela cresce com uma predisposição à arte”, afirmou.somos palhaços, mas poucos têm o privilégio de trabalhar com isso”, concluiu.

quinta-feira, 22 de abril de 2010 às 16:48 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Pedro Fernandes e José Pedro Bezerra

Para quem perdeu a primeira apresentação, em Passagem de Mariana, dos números criados na oficina “O Riso In Formação”, comandada pelo “capitão” Marcio Libar, tem nesta sexta-feira (23) a segunda e última chance. A apresentação do grupo de oito palhaços será às 19h30, na Praça da Sé. Não percam!

às 16:46 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Lorena Silva e Maysa Souza

Não deixem de conferir, sexta-feira (23), às 15h30, na Praça da Sé, em Mariana, o espetáculo “Uma surpresa para Benedita”, do Grupo Trampulim, de Belo Horizonte, que mostra as trapalhadas do casal Sabonete e Benedita tentando fazer um jantar romântico.

Abordando as relações de amizade e amor, “Uma Surpresa...” fala do cotidiano de maneira simples e bem humorada. Utiliza um amplo repertório de gestos, técnicas circenses e improvisações e cria uma atmosfera de intimidade com a plateia.

Em relação ao espetáculo desta sexta, o ator Tiago Mafra, do Grupo Trampulim, afirma que as “expectativas (do grupo) são as melhores possíveis, (porque) os amigos todos em Mariana e o público tornam esse evento muito prazeroso”.

Vale a pena assistir esse casal, nada convencional!

às 16:45 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Bruna Silveira

Quatro palhaços buscam manter o riso e a tradição circense da alegria ao herdarem um “cirquinho”. Essa é a história que será contada pela Cia. Circunstância, no espetáculo “Palhaços à Vista”, sexta-feira (23), às 10 horas, na Praça Gomes Freire (Jardim), em Mariana. A graça de ser o centro das atenções será mostrada a partir de uma maior interação com o público.

O espetáculo, criado há cinco anos a partir da análise da arte nas ruas, recentemente foi contemplado com o Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua.

O grupo Circunstância, de Belo Horizonte, desde 2004, apresenta-se em praças, ruas e eventos. Acredita que a prática nas ruas não é apenas uma boa forma de propagação da arte, mas também possibilita a autossustentabilidade.

Os próprios artistas são responsáveis pela organização, produção e direção do espetáculo, realizando parcerias que garantem sua continuidade e rentabilidade. São parceiros do grupo a Rede de Teatro de Rua e o Coletivo de Palhaços, dentre outros.

às 16:18 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Por Ricardo Maia

“O maior prazer da minha vida é quando eu estou com o rosto pintado, vestido de palhaço.” A afirmação é de Álvaro Marinho, 76 anos, o palhaço Alegria, o mais velho palhaço em atividade do Brasil, durante o Grande Cortejo de Palhaços, que aconteceu em Mariana, na última quarta-feira (21), das 16h20 às 18h.

Ao som das músicas tocadas pela banda do Circovolante, o público estimado pela Polícia Militar em 500 pessoas e pelos organizadores em 1,2 mil, seguiu da sede do circo para a Praça da Sé, guiado pelos artistas. O evento contou, também, com 47 palhaços vindos de Belo Horizonte (dentre eles, Alfinete e Begônia, apresentados nos vídeos, abaixo) e o palhaço argentino, Gaston Varga, o Yodoido.

Durante todo o cortejo, os palhaços interagiram com o público, que se mostrou envolvido com as brincadeiras, como no momento final da caminhada, quando público e artistas formaram uma grande roda de ciranda, na Praça da Sé. Ali, os palhaços apresentaram pequenos números, divertindo adultos e crianças.

A grande presença de crianças no evento foi marcante já que além de diversão, seus pais acreditam que espetáculos como este atuem como uma “injeção cultural”. “Olha a oportunidade que elas têm de se divertir uma tarde inteira de um feriado, ao invés de ficar em casa com um computador, olha a cultura aí”, disse a comerciante Marcione Cardoso Ferreira, acompanhada da filha Julia.

Juntamente com as piadas tradicionais, os artistas faziam malabarismo com facas, dança com fitas coloridas e equilibrismo com esferas. Alguns ainda se arriscavam a tocar instrumentos musicais. Por diversas vezes, o público se misturava com os artistas, e juntos, cantavam as músicas brasileiras do espetáculo de rua “Samba No Pé De Moleque”, que deu início ao cortejo.


Confira um trecho:

às 15:48 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Por Pedro Fernandes e José Pedro Bezerra

A saga em busca do sucesso e do amor do público guiaram o artista Márcio Libar e seu personagem, Palhaço Cut-cut, no espetáculo “O Pregoeiro”, apresentado nesta quarta-feira (21), às 21h, na Praça da Sé, em que mensagens valorosas e o poder do ordinário são mostrados.
O artista inicia sua apresentação com um diálogo com a plateia, justificando seu nome artístico, Libar (junção de Lima com Barbosa), mas que depois de se batizar como tal descobriu que a palavra já era um verbo, sinônimo de beber e gozar. Depois de ensaiar e realizar sua entrada triunfal, com o público jogando serpentina sobre ele, Márcio apresentou um espetáculo estilo stand up, levando o público às gargalhadas.

Sempre buscando ser um artista reconhecido e amado, Márcio explica a necessidade de confeccionar um número que conquistasse o público. Espelhou-se no estilo faraônico do Cirque Du Soleil e produziu um número “Afro” de malabarismo com Facas Marroquinas. Graças a um amigo crítico, que lhe disse que seu número não tinha “contexto”, ele desistiu dessa apresentação e continuou sua busca pelo sucesso.

Até que descobriu que ele só o alcançaria quando abraçasse sua condição “ordinária” e assumisse a postura de perdedor, a postura do palhaço. Nasce assim o Palhaço Cut-cut, infantilizado com a delicadeza e sensibilidade de uma criança.

O palhaço brincalhão fez uma performance com o diabolô (brinquedo antigo originário da China) e uma clássica brincadeira de jogar água em seu assistente, Fabrício Dorneles, que no final deu o troco com a mesma moeda. Na saída do Palhaço Cut-cut (e volta do artista Marcio Libar), ele distribuiu flores ao público para frisar a ideia de que o palhaço deve ser o “herói do século XXI”, sem armas, sem super poderes, só com generosidade e gentileza.

às 15:24 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Os números clássicos de circo, como o domador de leões e a jovem amazona, foram retratados pelos artistas da Cia. Circo Teatro Capixaba

Por Mickael Barbieri. Colaboração de Lidiane Andrade

Com as escadas da Praça da Sé já lotadas e transformadas em arquibancadas, adultos e crianças sentaram-se em filas para verem a Cia. Circo Teatro Capixaba, na noite de quarta-feira (21), quando o grupo reestreou a peça que contou com números tradicionais de circo e o drama grego de Orfeu. O evento envolveu a plateia nos truques circenses, trazendo um misto de gargalhadas e emoção.

Pipocas e balões mostravam o entusiasmo do público, como o educador ambiental Wander Moron, 26 anos, que afirmou gostar de circo. “Espero rir bastante e conhecer a noite de Mariana”, disse. A expectativa de um bom trabalho era notada também nos integrantes da trupe. “O terreiro hoje vai ser de muita alegria, emoção, energia e a gente vai fazer com muito amor”, contou Willian Rodrigues, fundador da Cia, antes da apresentação.


Os números clássicos de circo, como o domador de leões e a jovem amazona, foram retratados pelos artistas. A interação com as pessoas foi o que marcou o primeiro ato. No segundo ato, o personagem Orfeu trocou a lira pela sanfona e foi cantar o amor por sua esposa Eurídice. A mitologia grega foi adaptada para mostrar que é possível trazer o drama à linguagem do teatro de rua.

Segundo o Palhaço Furreca, Eduardo Romagnoli, 35 anos, que assistiu ao espetáculo, é importante resgatar o formato de circo tradicional. “Antigamente, a primeira parte era de palhaços, números, truques e a segunda, mais teatral, dramática”, lembra.

A estudante de Serviço Social Luciana Gomes, 29 anos, disse que o espetáculo despertou nela uma vontade de aprender mais sobre o teatro de rua. “Eu tenho uma paixão especial pelo teatro, por palhaços, tanto é que eu faço aulas de teatro aqui na cidade”, contou.

O pequeno circo dos capixabas, que fez da praça um grande picadeiro, cerrou as cortinas sob a forma de aplausos entusiasmados da plateia.

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