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sexta-feira, 23 de abril de 2010 às 16:22 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Stephanie Thabata e Pablo Gomes

“Diz a tradição que quando se lança um livro, traz boa sorte entregar a um palhaço para que ele o lance literalmente”. Com essas palavras, a doutora em História Erminia Silva, autora de “Respeitável Público… O Circo em Cena”, abriu na quinta-feira (22) a sessão de lançamentos literários do “Circovolante – 2º Encontro Internacional de Palhaços”.

No mesmo dia também foi lançando o “Almanaque Off-Sina”, comemorativo dos 21 anos de palhaçadas do grupo Off-sina, de autoria de Richard Riguetti, Renato Riguetti, Beatriz Raínho, Jaílson Santos, Marcelo Matos e Pedro Riguetti. Exemplares do almanaque foram distribuídos ao público.

Segundo Richard Riguetti, o Almanaque foi viabilizado com verbas públicas. “Por isso, estamos apenas devolvendo para vocês o dinheiro que é de vocês”, afirmou. A publicação foi financiada com recursos do prêmio concedido pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e traz a memória dos 21 anos de estrada do grupo Off-Sina.

A trupe nasceu no teatro de rua, em viagens pelo país afora, mas sediou-se no Rio de Janeiro quando Richard sentiu a necessidade de experimentar uma nova metodologia de trabalho, com a fusão de “criação e sina”. Foi daí que o grupo se intitulou Off-sina do Ator – O Atleta do Coração, numa homenagem a Antonin Artaud.

A ideia do Almanaque surgiu a partir do questionamento sobre a memória dos grupos de circo-teatro. “A prática está boa, mas como anda a memória do seu grupo?”, questionaram Richard Riguetti, o palhaço Café Pequeno, e sua esposa Lílian Moraes, a palhaça Currupita.

Já o livro da historiadora Ermínia Silva é a publicação de sua dissertação de mestrado, que hoje é leitura obrigatória para os estudantes de circo, além de alimentar debates historiográficos sobre o tema.

às 16:08 Postado por Tribuna da Palhaçaria 7 Comments



O espanhol Pepe Nuñez levou crianças e adultos às gargalhadas no espetáculo apresentado quinta-feira

Por Bárbara Zdanowsky

Apostando em um figurino simples, poucos acessórios e números diversos, o palhaço espanhol Pepe Nuñez apresentou na quinta-feira (22), no Teatro SESI-Mariana, seu espetáculo solo "Bom Apetite".

Em uma apresentação que contou com a participação do público, do início ao fim, Pepe abusou de números de mágica, malabares e comicidade, levando ao palco crianças, pais e jovens que assistiam ao show, inclusive esta repórter (na foto).

Gradualmente Nuñez foi conquistando a plateia, que lotou o teatro. As mágicas e o andar desengonçado do palhaço foi o que mais divertiu as crianças e, para o pequeno Marcus Vinicius Cepolini, 6 anos, "foi o melhor palhaço".

Com originalidade e a graça, Pepe encantou e divertiu o público e recebeu muitos elogios daqueles que diziam não gostar tanto assim de palhaços. É o caso da estudante de Nutrição Violeta Marina Echevaria Augusto, 19 anos, que afirmou ter ficado maravilhada com a peça. “Nunca fui muito fã de palhaços, mas quanto percebi, já estava rolando de rir”.

às 16:04 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments





Por Lourival Araújo

O Circovolante - 2º. Encontro Internacional de Palhaços reúne várias personalidades interessantes, figuras surpreendentes de vários países, que mostram uma visão diferente da realidade. Uma dessas figuras é o palhaço Pepe Nuñez, da Espanha, que apresentou um espetáculo marcado pela simplicidade e pela interação com o público.

Pepe trabalha com projetos voltados à inclusão social de crianças, em Florianópolis (SC), cidade onde vive há dez anos, desde que se mudou para o Brasil. Ele ressalta que esse trabalho é novidade, já que na Espanha o papel do artista é diferente. “No Brasil, vi mais a necessidade de fazer projetos sociais envolvendo a minha arte. Na Espanha, o próprio governo cria as iniciativas para diminuir a violência e a pobreza.”, afirma.

Assim, o artista espanhol não tem somente o papel de levar entretenimento e cultura para o público. Pepe também ressalta a falta de incentivo à arte no Brasil, principalmente a arte de rua, já que na Espanha as prefeituras contratam os artistas para ficarem nas praças fazendo seus espetáculos. “Os palhaços espanhóis podem tirar cem reais por dia só passando o chapéu: no Brasil, até hoje os artistas têm dificuldades de viver dessa maneira, usando de outros artifícios para atrair o público”, completa Nuñez.

às 15:44 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



“A melhor maneira de se resolver um problema é com o riso”

Por Cristiane Raquel e Mayara Coutrim.

Nome: Pepe Nuñez
Idade: 49 anos
Profissão: Palhaço
Tempo de trabalho: 25 anos
Nacionalidade: Espanhol
Escolaridade: Fundamental
Estado civil: Casado
Hobby: Ler
Não vive sem... Amor
Personagem: Pantera cor-de-rosa
Mico: “Peidar em público”
Uma piada: “A da mulher que foi vender sangue...rs”
Pior Piada: “ A do botafoguense que foi pedir ajuda a Jesus crucificado”
Público: “Todas as idades, aquele que tem pais e filhos”
Humorista: Jim Carrey
Humor sério ou pastelão? Humor sério
Quem te inspirou? Charles Chaplin
Quem te incentivou? O público
Uma frase ou pensamento: “A melhor maneira de se resolver um problema é com o riso”.

às 15:29 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment



O argentino Chacovachi criticou a Igreja Católica e os políticos em seu espetáculo


Por Laio Amaral

“Nesse mundo, quem tem poder não o usa bem, como os EUA, por exemplo”. Foi com esse olhar crítico e na maioria das vezes sarcástico que o palhaço argentino Chacovachi apresentou ao público do Circovolante – 2º. Encontro Internacional de Palhaços, em Mariana, o espetáculo “Cuidado!!! Un Payaso Malo Puede Arruinar Tu Vida”, quinta-feira (22), às 21h, na Praça da Sé.

Sem perder a oportunidade de alfinetar, Chacovachi abordou com bom humor temas como Deus, drogas e política, para um público que abrangia todas as faixas etárias, mas dominado por crianças. O palhaço se mostrou um verdadeiro “vingador dos adultos”, como o próprio criador do personagem o define, uma vez que trata as crianças como os adultos querem tratar, mas não conseguem. “Procuro despertar nelas uma consciência crítica, dizendo a verdade com sutileza e fazendo graça”, afirma.

Em alguns momentos da apresentação, Chacovachi fez piada com as religiões, demonstrando que muitos “só recorrem a Deus quando precisam, depois esquecem”. Criticou a Igreja Católica, ao vestir uma batina que possuía símbolos que remetiam ao dinheiro, se referindo às arrecadações que as instituições religiosas buscam dos seus fiéis através do dízimo. Quando o assunto foi política, ele disse que “os países do Terceiro Mundo não sabem pedir, segundo o FMI” e, ainda brincou ao tentar assustar uma criança dizendo ser o Fernando Collor de Melo.

A apresentação contou também com shows de malabarismo e truques, tendo a participação constante da plateia. Essa, por sua vez, aprovou a espetáculo. Para a estudante Rafaela Andretto, 20 anos, “foi uma apresentação alegre e teve muita participação popular”.

Chacovachi também fez sua avaliação, afirmando que “foi um bom espetáculo, as crianças foram super respeitosas e o público estava lindo”. Ele ainda ressaltou a importância de iniciativas com a do Encontro de Palhaços.“Eventos como este são muito importantes para a cidade, pois é fundamental para a criança ver teatro, porque ela cresce com uma predisposição à arte”, afirmou.somos palhaços, mas poucos têm o privilégio de trabalhar com isso”, concluiu.

às 14:49 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments





Por Aline Rosa de Sá

Espiritual, singelo e alegre foram as peculiaridades atribuídas ao palhaço brasileiro por Fernando Cavarozzi, o artista argentino Chacovachi. Após 28 anos realizando apresentações circenses, com humor ácido, nas ruas de Buenos Aires e outras capitais, Vachi concluiu. "A mesma diferença entre os palhaços de cada país é a existente socialmente".

Em cada grupo, reino e sociedade a figura do palhaço sempre esteve presente, assegura Fernando. “O artista se constrói com os temores, medos e alegrias da população. Um reflexo da sociedade, tendo assim um papel primordial tanto no Brasil como na Argentina”, completa.

O embate entre o circo de rua brasileiro e o argentino, para Chaco, se concentra nas formas de incentivo a essa arte. A tradição de feiras, com apresentações de artistas de rua e artesãos, leva os palhaços argentinos a viverem somente do peso de seu chapéu e de suas próprias produções. “Durante a alta temporada em Buenos Aires são mais de 100 companhias de palhaços que se apresentam em praças para cerca de 400 pessoas. Vivemos bem”, se orgulha Vachi .

O palhaço, que já se apresentou várias vezes no Brasil, percebe aqui um maior incentivo de empresas privadas e governamentais às manifestações artísticas, a exemplo da Funarte, órgão ligado ao Ministério da Cultura, que possibilita a consagração de um evento como o Circovolante - 2° Encontro Internacional de Palhaços.

Ele aproveita para valorizar os palhaços da rua, pois através dessa arte ele alcançou liberdade para suas apresentações. Liberdades físicas, psíquicas e econômicas foram exaltadas pelo palhaço. “Nas praças, tenho um cenário pronto e grande espaço. Não é preciso competir, ser melhor que o outro. Além de não estar preso a contratos publicitários”, afirma.

às 13:55 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



“Você joga com o público e contra o público, é como um jogo de xadrez”

Por Laio Amaral

O artista Chacovachi nasceu na periferia de Buenos Aires, Argentina. Ele tem 48 anos e há 28 trabalha nas ruas, dando vida à figura sagaz do palhaço Chacovachi. A arte de rua faz parte da sua vida desde o início da carreira e, hoje, ele tem uma oficina na qual ensina como ser palhaço fora das lonas de circo.

Segundo ele, trabalhar na rua é diferente, pois lá o palhaço está desprevenido. “No circo, tudo já está ensaiado e o aplauso nem sempre é verdadeiro. Não é fácil ser um artista de rua, pois o palhaço trabalha sozinho e precisa ter personalidade, e isso ele adquire enfrentando as situações do dia-a-dia, tendo filosofia e ideologia. Não se nasce com isso, se trabalha”, afirmou.

Nesse processo de fazer arte na rua é imprescindível, de acordo com Chaco, saber se comunicar e ainda fazer parte do jogo. “Você joga com o público e contra o público, é como um jogo de xadrez”. Mas, toda essa técnica não substitui o amor pela profissão, pelo riso. “Todos somos palhaços, mas poucos têm o privilégio de trabalhar com isso”, concluiu.

quinta-feira, 22 de abril de 2010 às 16:48 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Pedro Fernandes e José Pedro Bezerra

Para quem perdeu a primeira apresentação, em Passagem de Mariana, dos números criados na oficina “O Riso In Formação”, comandada pelo “capitão” Marcio Libar, tem nesta sexta-feira (23) a segunda e última chance. A apresentação do grupo de oito palhaços será às 19h30, na Praça da Sé. Não percam!

às 16:46 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Lorena Silva e Maysa Souza

Não deixem de conferir, sexta-feira (23), às 15h30, na Praça da Sé, em Mariana, o espetáculo “Uma surpresa para Benedita”, do Grupo Trampulim, de Belo Horizonte, que mostra as trapalhadas do casal Sabonete e Benedita tentando fazer um jantar romântico.

Abordando as relações de amizade e amor, “Uma Surpresa...” fala do cotidiano de maneira simples e bem humorada. Utiliza um amplo repertório de gestos, técnicas circenses e improvisações e cria uma atmosfera de intimidade com a plateia.

Em relação ao espetáculo desta sexta, o ator Tiago Mafra, do Grupo Trampulim, afirma que as “expectativas (do grupo) são as melhores possíveis, (porque) os amigos todos em Mariana e o público tornam esse evento muito prazeroso”.

Vale a pena assistir esse casal, nada convencional!

às 16:45 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Bruna Silveira

Quatro palhaços buscam manter o riso e a tradição circense da alegria ao herdarem um “cirquinho”. Essa é a história que será contada pela Cia. Circunstância, no espetáculo “Palhaços à Vista”, sexta-feira (23), às 10 horas, na Praça Gomes Freire (Jardim), em Mariana. A graça de ser o centro das atenções será mostrada a partir de uma maior interação com o público.

O espetáculo, criado há cinco anos a partir da análise da arte nas ruas, recentemente foi contemplado com o Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua.

O grupo Circunstância, de Belo Horizonte, desde 2004, apresenta-se em praças, ruas e eventos. Acredita que a prática nas ruas não é apenas uma boa forma de propagação da arte, mas também possibilita a autossustentabilidade.

Os próprios artistas são responsáveis pela organização, produção e direção do espetáculo, realizando parcerias que garantem sua continuidade e rentabilidade. São parceiros do grupo a Rede de Teatro de Rua e o Coletivo de Palhaços, dentre outros.

às 16:39 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Onde somos notícia: Confiram na página de notícias da Ufop. (http://www.ufop.br/index.php?option=com_content&task=view&id=7022&Itemid=196
E também estamos linkados na página de notícias da Prefeitura de Ouro Preto. Confiram.


Parabéns pelas matérias, divulgação, publicação e valorização da cultura de Mariana. Parabenizo também pelas belíssimas fotos e design do blog. Maravilha!! Sucesso!!!
Andreia Aparecida Silva Donadon Leal - Deia Leal
Diretora de Projetos do Jornal Aldrava Cultural

Parabéns pelo trabalho de cobertura do II Encontro Internacional de Palhaços a todos os alunos participantes.
Professor Benedito Donadon
Diretor-presindente do ICSA/Ufop

Parabéns pelo trabalho!
Professor Ubiratan Garcia Vieira
Diretor do DECSA/ICSA/Ufop

Muito legal o blog!!!
Os meninos estão mandando muito bem... Parabéns a todos!
Professor Fabio Faversani, ICHS/ Ufop

Muito bacana o blog.
Parabéns a vocês professoras e aos alunos.
Professora Suzana Barbosa
Departamento de Comunicação/ Universidade Federal Fluminense

às 16:38 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

A equipe do blog Tribuna da Palhaçaria – leia-se os alunos Ricardo Maia, Greiza Tavares, Laio Amaral e Renata Torres - foi convidada pelo jornalista Marcelo Soares, da MTV, para preparar quadros para o Notícias MTV, com entrevistas sobre política e eleições com os palhaços que participam do 2o. Encontro Internacional de Palhaços, em Mariana. Afinal, é verdade que os políticos fazem o eleitor de palhaço? Mande seus comentários...

às 16:18 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Por Ricardo Maia

“O maior prazer da minha vida é quando eu estou com o rosto pintado, vestido de palhaço.” A afirmação é de Álvaro Marinho, 76 anos, o palhaço Alegria, o mais velho palhaço em atividade do Brasil, durante o Grande Cortejo de Palhaços, que aconteceu em Mariana, na última quarta-feira (21), das 16h20 às 18h.

Ao som das músicas tocadas pela banda do Circovolante, o público estimado pela Polícia Militar em 500 pessoas e pelos organizadores em 1,2 mil, seguiu da sede do circo para a Praça da Sé, guiado pelos artistas. O evento contou, também, com 47 palhaços vindos de Belo Horizonte (dentre eles, Alfinete e Begônia, apresentados nos vídeos, abaixo) e o palhaço argentino, Gaston Varga, o Yodoido.

Durante todo o cortejo, os palhaços interagiram com o público, que se mostrou envolvido com as brincadeiras, como no momento final da caminhada, quando público e artistas formaram uma grande roda de ciranda, na Praça da Sé. Ali, os palhaços apresentaram pequenos números, divertindo adultos e crianças.

A grande presença de crianças no evento foi marcante já que além de diversão, seus pais acreditam que espetáculos como este atuem como uma “injeção cultural”. “Olha a oportunidade que elas têm de se divertir uma tarde inteira de um feriado, ao invés de ficar em casa com um computador, olha a cultura aí”, disse a comerciante Marcione Cardoso Ferreira, acompanhada da filha Julia.

Juntamente com as piadas tradicionais, os artistas faziam malabarismo com facas, dança com fitas coloridas e equilibrismo com esferas. Alguns ainda se arriscavam a tocar instrumentos musicais. Por diversas vezes, o público se misturava com os artistas, e juntos, cantavam as músicas brasileiras do espetáculo de rua “Samba No Pé De Moleque”, que deu início ao cortejo.


Confira um trecho:

às 16:11 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Na rua ou no picadeiro, o profissional do riso possui um único objetivo: fazer a alegria de sua plateia

Por Maysa Souza, Lorena Silva e Thaís Frossard

No picadeiro, sua caracterização é o típico nariz vermelho, rosto pintado e histórias já planejadas. Na rua, suas fantasias variam e, como o público é diverso, o segredo é estar preparado para o improviso.

Quando se trata de circo, a tradição da “palhaçada” passa como herança de pai para filho, afirma João Pinheiro, um dos integrantes do Circovolante: o palhaço de circo tem uma cultura de tradição.

O artista que tem o seu trabalho realizado na rua precisa estar sempre ligado na atualidade, na mídia, procurando renovar tanto seu vocabulário quanto sua maneira de encenar. “O mais importante na rua é a capacidade de improvisação do palhaço”, ensina Pinheiro. Mas, não é só isso, pois é preciso ter uma oratória muito boa, e dominar a técnica de sedução.

Uma vantagem que o artista de picadeiro possui em relação ao seu parceiro de rua é que o público do circo já está no local para vê-lo. Já o outro precisa usar de técnicas variadas para prender a plateia.

O palhaço Xisto, também do Circovolante, explica outra diferença sobre os dois personagens: “No picadeiro, quando o palhaço faz um gesto, ele precisa ser maior para atingir a todos. Na rua, precisa ter mais jogo de cintura, pois o cachorro pode entrar na cena, o bêbado começar a dançar.”

Para o palhaço Odécio Júnior, da companhia Lua Crescente, “o improviso do palhaço de picadeiro é de certa forma planejado, pois ele já espera o que vai acontecer no espetáculo. O de rua é obrigado a estar sempre pronto para o inesperado, e o time dos dois é diferente”.

Mesmo com as diferenças de espetáculos e espalhados nos mais diversos ambientes, os palhaços possuem um único objetivo: fazer a alegria de sua plateia.

às 15:48 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Por Pedro Fernandes e José Pedro Bezerra

A saga em busca do sucesso e do amor do público guiaram o artista Márcio Libar e seu personagem, Palhaço Cut-cut, no espetáculo “O Pregoeiro”, apresentado nesta quarta-feira (21), às 21h, na Praça da Sé, em que mensagens valorosas e o poder do ordinário são mostrados.
O artista inicia sua apresentação com um diálogo com a plateia, justificando seu nome artístico, Libar (junção de Lima com Barbosa), mas que depois de se batizar como tal descobriu que a palavra já era um verbo, sinônimo de beber e gozar. Depois de ensaiar e realizar sua entrada triunfal, com o público jogando serpentina sobre ele, Márcio apresentou um espetáculo estilo stand up, levando o público às gargalhadas.

Sempre buscando ser um artista reconhecido e amado, Márcio explica a necessidade de confeccionar um número que conquistasse o público. Espelhou-se no estilo faraônico do Cirque Du Soleil e produziu um número “Afro” de malabarismo com Facas Marroquinas. Graças a um amigo crítico, que lhe disse que seu número não tinha “contexto”, ele desistiu dessa apresentação e continuou sua busca pelo sucesso.

Até que descobriu que ele só o alcançaria quando abraçasse sua condição “ordinária” e assumisse a postura de perdedor, a postura do palhaço. Nasce assim o Palhaço Cut-cut, infantilizado com a delicadeza e sensibilidade de uma criança.

O palhaço brincalhão fez uma performance com o diabolô (brinquedo antigo originário da China) e uma clássica brincadeira de jogar água em seu assistente, Fabrício Dorneles, que no final deu o troco com a mesma moeda. Na saída do Palhaço Cut-cut (e volta do artista Marcio Libar), ele distribuiu flores ao público para frisar a ideia de que o palhaço deve ser o “herói do século XXI”, sem armas, sem super poderes, só com generosidade e gentileza.

às 15:24 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Os números clássicos de circo, como o domador de leões e a jovem amazona, foram retratados pelos artistas da Cia. Circo Teatro Capixaba

Por Mickael Barbieri. Colaboração de Lidiane Andrade

Com as escadas da Praça da Sé já lotadas e transformadas em arquibancadas, adultos e crianças sentaram-se em filas para verem a Cia. Circo Teatro Capixaba, na noite de quarta-feira (21), quando o grupo reestreou a peça que contou com números tradicionais de circo e o drama grego de Orfeu. O evento envolveu a plateia nos truques circenses, trazendo um misto de gargalhadas e emoção.

Pipocas e balões mostravam o entusiasmo do público, como o educador ambiental Wander Moron, 26 anos, que afirmou gostar de circo. “Espero rir bastante e conhecer a noite de Mariana”, disse. A expectativa de um bom trabalho era notada também nos integrantes da trupe. “O terreiro hoje vai ser de muita alegria, emoção, energia e a gente vai fazer com muito amor”, contou Willian Rodrigues, fundador da Cia, antes da apresentação.


Os números clássicos de circo, como o domador de leões e a jovem amazona, foram retratados pelos artistas. A interação com as pessoas foi o que marcou o primeiro ato. No segundo ato, o personagem Orfeu trocou a lira pela sanfona e foi cantar o amor por sua esposa Eurídice. A mitologia grega foi adaptada para mostrar que é possível trazer o drama à linguagem do teatro de rua.

Segundo o Palhaço Furreca, Eduardo Romagnoli, 35 anos, que assistiu ao espetáculo, é importante resgatar o formato de circo tradicional. “Antigamente, a primeira parte era de palhaços, números, truques e a segunda, mais teatral, dramática”, lembra.

A estudante de Serviço Social Luciana Gomes, 29 anos, disse que o espetáculo despertou nela uma vontade de aprender mais sobre o teatro de rua. “Eu tenho uma paixão especial pelo teatro, por palhaços, tanto é que eu faço aulas de teatro aqui na cidade”, contou.

O pequeno circo dos capixabas, que fez da praça um grande picadeiro, cerrou as cortinas sob a forma de aplausos entusiasmados da plateia.

às 15:08 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



O espetáculo da Cia. Circo Teatro Capixaba trouxe, além de brincadeiras circenses, a importância do artista multifacetado na concepção do teatro

Por Léo Alves

A capacidade de o artista em interpretar, musicalizar e produzir seu próprio espetáculo chamou a atenção do público durante a apresentação do “Pequeno Circo e Outras Criaturas”, e mostrou a importância do artista multifuncional na elaboração e exibição de uma peça teatral.

Integram o espetáculo três artistas capixabas que tocam instrumentos musicais, interpretam e executam técnicas de circo. A atuação do “artista-faz-tudo” durante a peça contribuiu para maior interação, fluência e versatilidade do espetáculo.

Segundo o ator, diretor, músico e também fundador da companhia, Willian Oliveira Rodrigues, “essa ideia do artista multifacetado vem desde os tempos de Benjamim de Oliveira, que sabia fazer de tudo! Isso contribui para o desenvolvimento da peça como um todo”.

A referência ao palhaço mineiro, ator, cantor, instrumentalista e compositor Benjamim, nascido em 1870, demonstra a importância histórica desses artistas que se doam para as mais variadas funções num espetáculo. “O papel de músico não é simplesmente uma cortina de fundo. Toda a criação é feita em conjunto!”, enfatiza Willian.

A noção de “artista-faz-tudo” não é apenas um detalhe ou uma simples característica constante nas companhias teatrais espalhadas pelo país, mas também uma questão de necessidade. “Nossa companhia não é bancada por uma empresa, não temos condições de dividir o trabalho em funções definidas, todo mundo é tudo”, afirma o ator.

Para a estudante de Jornalismo que prestigiava o evento, Ana Paula Veloso, “eles (os artistas) souberam, através da música, do teatro, do circo e de suas potencialidades interiores e exteriores, encantar e nos divertir”, concluiu.

às 14:52 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



“Os artistas se desdobram em tudo. Desde varrer o local da apresentação, até atuar, tocar, e dançar” (Willian Rodrigues)

Por Léo Alves

Num universo em que, muitas vezes, a dificuldade financeira é constante, ter criatividade e capacidade de adaptação é fundamental. “Os artistas se desdobram em tudo. Desde varrer o local da apresentação, até atuar, tocar, e dançar”, comenta Willian Rodrigues. De certa forma as dificuldades contribuem para que a importância do artista multifacetado continue crescente ao longo do tempo.

A Cia. Circo Teatro Capixaba estabelece uma relação contemporânea que se diferencia das grandes companhias culturais. “No ‘Cirque du Soleil’, por exemplo, você não cria, você é obrigado a executar a sua ação daquela forma e ponto. A criação não é sua. Para nós é importantíssimo que haja liberdade de expressão, liberdade de criação” afirma Willian.

Para Ananda Rasuck, integrante da companhia, a direção exerce um papel crucial no processo de adaptação. “A Lígia Veiga [diretora] fez as marcações sobre as nossas propostas, nossas perspectivas. Ela percebeu o que a gente tinha de melhor e trabalhou em cima disso”, disse.

A dificuldade financeira e a expressão artística multifacetada do profissional acabam tornando-se fatores determinantes para o estilo e identidade da própria companhia. De uma forma geral, a capacidade de adaptação do artista deixa de ser meramente um detalhe e uma necessidade para se tornar uma arte compreensível àqueles que realmente sabem e têm prazer em fazê-la.

às 13:20 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



Por Mateus Böhme e Lucas Santos Lima

Na noite de quarta-feira (21), aconteceu no Teatro SESI-Mariana, o espetáculo Lunáticos Acrobáticos, da Companhia de Teatro e Circo Lua Crescente, de João Pessoa (PB). O grupo encantou o público com uma apresentação que mesclou acrobacias, malabarismo, pirofagias e, como o próprio nome diz, muita palhaçada. Com o teatro lotado, os palhaços levaram principalmente as crianças aos risos, com a participação de algumas delas no palco, enquanto os shows de acrobacias encantaram a platéia, gerando grande apreensão com manobras ousadas.

A trupe usou de diversos artifícios para entreter o público, desde um bastão em chamas, até um cubo multicolor passando por clássicos da cultura circense, como o trapézio e o arco suspenso. Além do circo, teve a mistura de dança e teatro, mostrando grande sincronia entre os artistas.

Para o estudante da Ufop, Flavio Ulhoa , os “números mostraram muita sensibilidade e beleza”. “Nunca fui muito fã de palhaços, mas fiquei surpreso com a qualidade do show, pois foi não só uma simples apresentação de palhaço, e contou com outros elementos circenses como a acrobacias e pirofagia”

às 11:26 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments



“Experimentamos um mundo de variedades”

Por Cristiane Raquel Ferreira Cândido

Nome: Gaston Varga
Apelido: Palhaço Yodoido
Idade: 24 anos
Tempo de trabalho: 3 anos
Cidade natal: Buenos Aires (Argentina)
Escolaridade: segundo grau completo
Estado civil: solteiro
Um palhaço: eu
Um hobby: arte
Não vive sem... amor
Melhor piada: “Piada? Ah, um xisto. Eu acho que una piada é própria do momento”
Um mico: uma apresentação que não causou a sensação esperada
Um tipo de público: o público de rua
Uma situação que virou piada: “Eu gosto muito do absurdo, do inesperado”
Humor sério ou pastelão? “Eu gosto do humor inteligente”
Quem te inspirou? Artistas de rua
Quem te incentivou? “A rua mesmo, a necessidade”
Uma frase/pensamento: “Experimentamos um mundo de variedades”

Contato: deduendes@hotmail.com

quarta-feira, 21 de abril de 2010 às 14:00 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Kamilla Abreu

Acontece nesta quinta-feira (22), às 20h, no Teatro SESI-Mariana, o espetáculo “Bom Apetite”, com o palhaço espanhol Pepe Nuñez. Com duração de 55 a 75 minutos, artista e plateia criam juntos os ingredientes desse jantar de risadas.

Pepe tem carreira solo e realiza esse show há 12 anos, sendo responsável pela direção e por todo o cenário. O espetáculo contará com atrações variadas, como malabares, mágicas e música. A peça já foi apresentada em Honduras, El Salvador, Portugal e Argentina.

Segundo Nuñez, sua intenção é divertir as pessoas para que elas voltem a ter seu momento de criança. Espera que o teatro esteja lotado para seu espetáculo, feito para atingir todas as faixas etárias, sendo cada um deles adaptado de acordo com o público.

O número predileto de seu show é o de mágica com as crianças, no qual ele coloca um lenço “dentro” da cabeça da criança e esta consegue enxergá-lo. Pepe possui outros dois espetáculos, “De Malas Prontas” e “Piquenique”, mas a escolha de apresentar o “Bom Apetite” foi da organização do Circovolante.

às 13:49 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Mostra de cinema “Os Palhaços” apresenta uma das facetas de Federico Fellini, nesta quinta-feira, no Teatro SESI-Mariana

Por Kael Ladslau e Aline Rosa

A obra de um dos maiores cineastas italianos, Federico Fellini, será retratada na manhã desta quinta-feira (22), no Teatro SESI-Mariana. O filme, Os Palhaços, de 1970, traz em cena o próprio Fellini que interpreta a si mesmo, relembrando parte de sua infância. Esta será a única apresentação cinematográfica do 2º Encontro Internacional de Palhaços, organizado pelo Circovolante.

O filme pretende, segundo a organização do evento, mostrar o palhaço e a paixão que as pessoas têm com essa figura circense, além de trazer em cena, famílias circenses tradicionais da Europa setentista. “Esse filme é uma mistura de ficção e entrevistas, que traz de volta famílias como a Franceline, Colombaione. Outro grande nome do circo europeu da época, Charles Rizel, está neste filme”, comenta o palhaço do Circovolante, Xisto Sisman.

Memória

Fellini, ainda segundo Xisto, resgata também sua própria memória: “Na infância, ele tinha medo dos palhaços, achava esses loucos por não tomarem banho, não terem roupas limpas. A liberdade que expressava tudo isso era vista como loucura pelo cineasta. A nostalgia por essa imagem fez com que o italiano fizesse esse filme: “rememorando todos os loucos”, completa Xisto, citando uma das falas de Fellini no filme.

Como um memorial circense, o filme Os Palhaços – do original I Clowns – foi feito no formato de documentário para a televisão francesa, em 1970. Com três blocos de meia hora cada, o diretor italiano escancara com humor a sua visão acerca do trabalho das grandes famílias circenses européias da época.

Confira trecho do filme "Os palhaços" de Federico Fellini:



VÁ LÁ!

Filme: “Os Palhaços”, de Federico Fellini

Onde: SESI Mariana, na Rua Frei Durão, 22, no Centro.

Horário: Das 10 às 11h30min

ENTRADA FRANCA

às 13:45 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Laio Amaral

O artista argentino Chaco Vacchi trará ao 2º Encontro Internacional de Palhaços, o espetáculo “Cuidado!!! Um Payaso Malo Puede Arruinar Tu Vida”, nesta quinta-feira (22), às 21 horas, na Praça da Sé, Mariana. Com um número diferenciado e se utilizando de um humor crítico e ácido, Vacchi dá vida e voz ao palhaço Chacovachi, um “verdadeiro vingador dos adultos”, afirma o próprio criador em seu site.

Com temas polêmicos, que vão desde Deus até as drogas, e contando com shows de malabarismo e mágica, Chacovachi consegue romper com todos os códigos tradicionais dos palhaços. Arranca gargalhadas do público ao tratar assuntos sérios com muito bom humor, sem perder, claro, a oportunidade de dar suas alfinetadas.

De acordo com Xisto Siman, um dos organizadores do evento, Chaco Vacchi é um artista que domina bem a rua. “Ele tem uma oficina que mostra e ensina na rua, além disso, possui uma técnica para chamar atenção do público antes de começar o espetáculo”, afirma.

A apresentação tem duração aproximada de uma hora e é indicada a todas as idades. Essa é uma ótima oportunidade do público se deliciar com um espetáculo inteligente e que lhe garantirá boas risadas.

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Por Lidiane Andrade e Joenalva Dias. Colaboração de Mickael Barbieri

A Cia. Circo Teatro Capixaba reestreia nesta quarta-feira (21), às 20h, na Praça da Sé, em Mariana, a peça “O Pequeno Circo e suas Criaturas”, inspirada no drama de Orfeu. O espetáculo baseia-se no personagem da mitologia grega, o poeta e músico Orfeu, que sofre pela morte de sua esposa Eurídice.

Apresenta, ainda, números clássicos, como a Jovem Amazona e o Grande Domador, além de prometer emoção, malabarismo e gargalhadas. Segundo a integrante do grupo Ananda Rasuck, a ideia surgiu ao acaso e foi um desafio para fazer comédia de uma história triste. “O Willian (de Oliveira Rodrigues, fundador da Cia) leu uma história em quadrinhos, coisa assim de criança, que falava de Orfeu, e a gente estava precisando de um tema para o espetáculo”, conta.

Os artistas reconhecem a importância da participação em um evento de nível internacional, como é o 2º. Encontro, e afirmam que o intercâmbio entre os grupos é o momento de reflexão e diálogo sobre os trabalhos. É a primeira vez que a Cia vem ao evento, embora o contato com o Circovolante já exista de outras apresentações e projetos.

Os integrantes do Circo Teatro Capixaba apontam, ainda, as dificuldades em relação às políticas públicas. De acordo com Willian, a burocracia é um entrave na viabilização de projetos artísticos, que é o que sustenta o grupo. Além disso, em algumas cidades, os artistas estão sendo proibidos de se apresentar nas ruas. Já houve casos de repressão pelo batalhão Choque de Ordem, no Rio de Janeiro. Em Vitória (ES) e Belo Horizonte (MG), os comediantes precisam pagar para usar as praças como palco, lamenta Willian.

SAIBA MAIS:
A Cia Circo Teatro Capixaba foi fundada pelo diretor, ator e circense Willian de Oliveira Rodrigues, em 2002, após sua chegada da Europa, onde passou seis anos. O grupo é formado por mais uma atriz, Ananda Rasuck, e pelo músico Flavinho do Caparaó.

Em 2004, recebeu o Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo com o projeto “Sonhos”, que realizava espetáculos e cursos de circo gratuitos às comunidades da Região Metropolitana da Grande Vitória. Já “Caravana da Paixão” foi contemplada com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, em 2006.

A trupe faz parte da Rede Nacional de Teatro de Rua, que reafirma a missão de lutar por políticas públicas culturais com investimento direto do Estado em todas as instâncias. “Lutamos para que editais se transformem em leis”, afirma Ananda.

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WILLIAN RODRIGUES (Cia Teatro Capixaba)

“Políticas públicas para o circo teatro”

Por Cibele Silva

Nome: Willian Rodrigues
Apelido: Xen Xen
Idade: 42 anos
Profissão/Companhia: Palhaço, Circo Teatro Capixaba
Tempo de Trabalho: 30 anos
Cidade Natal: Colatina (ES)
Escolaridade: Superior
Estado Civil: Casado
Um palhaço: Benjamin de Oliveira
Um hobby: Curtir a família
Não vive sem... “Amor”
Um personagem: “Chacrinha”
Pior piada: “A pior piada é a piada negativa”
Um mico: “Adoro”
Melhor apresentação/cidade: “Café pequeno”
Um programa de TV: “Não vejo”
Um humorista: “Palhaça Margarida”
Uma situação que virou piada: “O cachorro foi mijar no violão do nosso amigo aqui (Flavinho do Caparaó), durante a apresentação.”
Humor sério ou pastelão? “Pastelão”
Quem te inspirou? “Os grandes palhaços, Pepe Nunez, Arrelia, Carequinha ”
Uma frase/pensamento: “Estou pesando”
Projeto: Felicidade
Política: “Política públicas para o circo teatro”

Contato: circocapixaba@gmail.com

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“Enquanto tiver uma criança chorando, haverá um palhaço para fazê-la sorrir” (Palhaço Alegria)

Por Lorena Silva, Maria Esther Fonseca, Maysa Souza e Thaís Frossard

Quando se trata do assunto circo no Brasil, uma referência é o palhaço Alegria, na verdade, Álvaro Marinho, nascido há 76 anos em Governador Valadares (MG). Sua trajetória começou aos cinco anos, no circo Novo Mundo que pertencia ao seu avô, Furtuozo Marinho. Seu nome de batismo surgiu do fato de nunca demonstrar tristeza no circo. Ao ser perguntado se já teve o desejo de seguir outra carreira, o artista afirmou. “Eu já nasci com a alma de palhaço, por isso, nunca me imaginei fazendo outra coisa”.

Alegria conta que o nome de seu circo atual surgiu durante uma passagem pela cidade mineira de Simonésia. Enquanto o Novo Mundo estava montado no local, foi vítima de um vendaval que comprometeu sua estrutura. Os membros do circo receberam a ajuda de fazendeiros locais que doaram 250 sacos de açúcar, vazios. Serviram de matéria-prima para a nova lona. No meio de vários sacos recém- lavados, em um ainda restava a marca do açúcar: Cristal. A partir de então, Alegria resolveu que esse seria o nome do novo circo.

O palhaço se casou com dona Maurita, no picadeiro do circo, aos 17 anos. Juntos tiveram 19 filhos. “ Em casa”, completa o artista, entre risos. Todos seguiram a carreira circense. A família toda viajava com o circo em carros de boi e montados em animais, sempre encontrando um público bastante receptivo. Sobre a relação com as crianças o palhaço afirma: “Enquanto tiver uma criança chorando, haverá um palhaço para fazê-la sorrir”.

O palhaço já passou por muitas tristezas durante sua carreira. A mais marcante foi ter perdido a filha durante uma apresentação no circo e ter que continuar o espetáculo até o fim. Aos 12 anos, a filha de Alegria estava se apresentando no trapézio e caiu. O palhaço socorreu-a, mas ao pegá-la já sabia que ela havia morrido. Mesmo com toda tristeza, Alegria voltou ao picadeiro e continuou o espetáculo. “O show teve que continuar, mesmo eu sorrindo por fora e chorando por dentro”, disse o palhaço.

Álvaro diz: “Só nunca fui vaiado. Não sei como seria minha reação se isso acontecesse”. Ao ser questionado se ainda se apresenta como palhaço, a resposta de Alegria é simples: “Por toda minha vida!”.

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“Eu já nasci com a alma de palhaço, por isso, nunca me imaginei fazendo outra coisa”.


Nome completo: Álvaro Marinho
Data e local de nascimento: 04/06/1934, em Governador Valadares
Família: a coisa mais perfeita que existe
Circo: minha casa
Sonho: morrer no picadeiro
Hobby: ser palhaço
Um palhaço: Carequinha
Livro: História do Brasil
Ídolos: Hernani Lobo e Joel de Queiroz
Brasil: o melhor país do mundo pra se viver
Palhaço Alegria: o rei do riso
Frase: “Jesus é o rei!”

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Palhaços que participaram da Oficina O Riso In Formação, como os argentinos Marcelo Castillo e Diego Gamarra (na foto), apresentaram seus números e fizeram a alegria do público

Por Nathália Barreto. Colaboração João felipe Lolli.

Capitão Márcio e seus marujos desembarcaram em 20 de abril, na Companhia Lunática, em Passagem de Mariana. Na bagagem trouxeram muita alegria, distribuída a cerca de 450 pessoas que acompanharam as aventuras e trapalhadas da trupe. A apresentação contou com oito artistas, que mostraram números de vários gêneros humorísticos, tais como clássicos, bufões e stand up comedy.

A atividade resultou da oficina ministrada por Márcio Libar, durante o Circovolante - 2º. Encontro Internacional de Palhaços. Após uma breve abertura, em que todos os palhaços subiram ao palco, foi a vez de Jô Alves, que apresentou o “Circo da Jojoba”, um número clássico com bonecos de madeira, que encantou as crianças.
Fabrício Sereno continuou o espetáculo, com um stand up contando seu medo de tomar injeção.
O “Homem Bezetacil” arrancou gargalhadas dos presentes ao fazer a conta de quantas agulhadas já tomou em sua vida. Fabrício trabalhou com interseções durante todo o espetáculo, anunciando os outros artistas.

Os argentinos Marcelo Castillo e Diego Gamarra (na foto) promoveram uma luta entre palhaços, com o número “Cloro, o magnífico", grande lutador de boxe e “Mercúrio, o justo”, inexperiente e fraco, lutaram comicamente no palco.

O personagem de Thiago Araújo , “Xechéu, o Feio”, se dizia o “dono de tudo” e que “podia tudo” por ali. Do gênero cômico e bufão, Xechéu também afirmou que para ser um palhaço é necessário coragem.



Participação

Xisto Siman (na foto) , um dos fundadores do Circovolante, participou de “Espelho”, peça sob o comando de Diogo Dias e Evandro Hering. No enredo, os artistas faziam a entrega de um espelho a uma senhora escandalosa (Xisto). Quando um deles percebe que não havia espelho, resolve enganar o outro, fingindo ser sua imagem refletida.

“A vida não é tão bela quanto a arte”. Essa frase é a moral da história do show “Defesa Pessoal” , também de Fabrício Sereno. Com a participação de Marcelo Castillo e Diego Gamarra, Fabrício encenou golpes para se defender de assaltos sem danos ao assaltante.
Alguns minutos de mímica foram necessários para o público adivinhar o nome da última apresentação: “O Avestruz Bailarino”. Aqui, Eduardo Romagnoli (na foto) é um palhaço tímido que resolve dançar balé e, no fim de seu show, “bota” um ovo de avestruz. O numero fechou o espetáculo, muito aplaudido pelo público.

Para a palhaça Jô Alves (na foto), da Cia Lunática, “as linguagens diferentes utilizadas (clássico, bufão, stand up) podem ser captadas perfeitamente por todos”. “O público misto permite vários tipos de humor, pois o riso não é fixo; é também misto”. Sobre as oficinas, a anfitriã da noite destacou também a iniciativa de realizar o ateliê. “Foi um período de vivência com os outros artistas. Serviu para reciclar minhas idéias, minha performance, e renovar minhas convicções e fé no trabalho que faço”.

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Por João Felipe Lolli com colaboração de José Pedro Bezerra da Silva

O palhaço clássico, que pinta o rosto de branco e exagera suas expressões, apareceu no teatro Grego há mais de dois mil anos. Os atores pintavam seus rostos de branco para que o público conseguisse enxergá-los melhor. Este tipo de palhaço é mudo ou utiliza pouco a voz durante o espetáculo. Desenvolve sempre números simples, com trapalhadas e brincadeiras sutis, evidenciando a figura de um “bobão”, uma pessoa lerda ou distraída. Estilo de vanguarda, praticado por artistas notáveis como Charles Chaplin. No Brasil, destacaram-se os palhaços Arrelia, Carequinha, Espirro, entre outros.

Bufão, estilo de interpretação do gênero cômico. É o grotesco, o marginal, que utiliza-se da sua insanidade para denunciar os aspectos torpes da sociedade organizada. Ele exerce sua blasfêmia através das paródias, pequenas cenas recheadas de deboche em encarna figuras comprometidas ideologicamente com a ordem vigente. Bufão é representado com deformações físicas: corcundas, barrigudos, grandes glúteos, grandes peitos, obesos etc.

Stand up é um espetáculo de humor executado por apenas um comediante. O humorista se apresenta geralmente em pé (daí o termo 'stand up'), sem acessórios, cenários, caracterização, personagem ou recurso teatral. Também chamado de “humor de cara limpa”, termo usado por alguns comediantes. O texto é sempre original, normalmente construído a partir de observações do dia-a-dia e do cotidiano.

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