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quarta-feira, 28 de abril de 2010 às 14:29 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment

Por João Felipe Lolli. Colaboração de Thalita Neves

Ouro Preto, que sediou apenas algumas atrações do Circovolante – 2º Encontro Internacional de Palhaços, pode ser o núcleo central do próximo encontro em 2011. Pelo menos, no que depender da Prefeitura da cidade. “Não tem nada definido ainda, mas se o Circovolante quiser, a gente garante os recursos”, afirmou o assessor de promoção cultural da Secretaria de Cultura e Turismo de Ouro Preto, Marcelino Ramos.

O Encontro, que reuniu palhaços de cinco países (Argentina, Grécia, Espanha, Uruguai e Brasil) e de vários estados brasileiros, em Mariana, durante todo o mês de abril, não teve somente gargalhadas. Os coordenadores do Circovolante, promotor do evento, Xisto Siman e João Pinheiro, reclamaram muito do poder público local.

Para Xisto, “é muito triste não poder contar com a prefeitura de sua cidade”. “A gente quer muito fazer (o próximo encontro) em Mariana, mas a prefeitura tem que querer com mais vontade ainda”, dispara ele. “Tirando do próprio bolso não dá”, finaliza. Em entrevista coletiva, João Pinheiro contou que “a Prefeitura de Ouro Preto garantiu os recursos (para o Encontro) antes que a de Mariana”, e completou: “Valoriza-se muito o patrimônio histórico e quase nada o patrimônio humano.”

Sobre a realização do próximo encontro em Ouro Preto, o assessor de promoção cultural do município ressaltou que a cidade “não quer concorrer com Mariana, cidade vizinha e irmã.” Ele destacou que a decisão cabe ao Circovolante. “Não tem nada definido ainda; nosso interesse é fomentar a cultura da cidade. Se o Circovolante quiser fazer o evento aqui (Ouro Preto) a gente dará todo o apoio necessário”, completou.

O secretário de Cultura e Turismo de Ouro Preto, Francisco de Assis, não retornou os telefonemas da reportagem. No sábado (24), ele esteve em Mariana acompanhando a programação do Encontro de Palhaços. A Secretária de Cultura e Turismo de Mariana, Walkíria Carvalho, foi procurada pela reportagem e não respondeu os telefonemas e nem os emails enviados.

segunda-feira, 26 de abril de 2010 às 21:49 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Após 16 dias de evento, mais de 40 horas de alegria, e com a presença de 60 artistas circenses, o Circovolante – 2º. Encontro Internacional de Palhaços fecha a cortina e encerra o espetáculo

Por Fernando Ciríaco e Rafael Câmara

Depois de dezesseis dias de muitas risadas, cenas emocionantes e espetáculos comoventes, chegou ao fim neste domingo (25) o 2º. Encontro Internacional de Palhaços. Promovido pelo grupo Circovolante, o evento contou com diversas atrações nacionais e internacionais que trouxeram para Mariana e Ouro Preto um público (segundo os próprios artistas) generoso, acolhedor e participativo, além da alegria e a diversão do circo.

Em uma época em que o circo perde sua popularidade, os espectadores do Encontro de Palhaços demonstraram grande satisfação em assistir espetáculos bem trabalhados no espírito circense. “Nasci no interior de São Paulo e lá isso não existia. Só via artistas assim na televisão. Aqui, eles trazem espetáculos de qualidade para as ruas. Vale a pena assistir”, disse a advogada Mariana Boni, que veio de São Paulo para assistir aos espetáculos.

O ator Vagner Pires também reconheceu a importância do trabalho dos organizadores do Encontro. “O trabalho do Circovolante é fantástico. Fizeram tudo com muita garra e amor pela arte e, por isso, estão de parabéns”, elogiou.


O público teve ainda um encontro com um palhaço veterano, o Palhaço Alegria (na foto), de 76 anos, artista já consagrado na arte do circo. Foi o caso da farmacêutica Maria de Lourdes, do Rio de Janeiro. “Fiquei sabendo do espetáculo quando estava em Ouro Preto passando o feriado. Acho uma ótima iniciativa. Vi o Palhaço Alegria ainda em atividade e me deu saudade do palhaço Carequinha. Alimentar essa lembrança é muito importante”, ressaltou.

Diversão


As apresentações não foram menos interessantes para os artistas, pois segundo Marisa Riso e Rafael Marques, “o público é muito receptivo, generoso”. “Aceitam o artista estando na rua ou no palco, com ou sem nariz. Reagem a tudo e estão sempre dispostos a participar, afinal de contas, eles é que ditam o ritmo do espetáculo. Nós (palhaços) trazemos 50% e eles dão os outros 50%”, concluem.

Para o palhaço espanhol Pepe Nuñez, que também participou do Encontro, “o palhaço sempre procura um jeito de se aliar ao público, e o público de Mariana já vem com essa disposição”. “Eles são aliados do artista e isso facilita o trabalho”, afirmou.

Os artistas reconheceram também a importância de trazer de volta o acesso das pessoas ao circo, que em Mariana se deu por meio de espetáculos em praças públicas e no teatro. O “capitão” Marcio Libar, que ministrou a oficina O Riso In Formação e apresentou o espetáculo “O Pregoeiro”, destacou esse diferencial. “No Rio (de Janeiro), quando saio para passear no domingo, vejo pessoas de todas as idades buscando lazer e as praças já não têm sido mais usadas pra isso. A humanidade vai carecer desses encontros, vai existir a necessidade dela se reencontrar, por isso, é necessário resgatar encontros como esse”.

Pepe Nuñez, por sua vez, enfatizou o fato de a arte do circo viver, atualmente, no teatro. “Nós temos que ter em conta que, hoje em dia, é muito difícil manter uma lona de circo, pois é muito caro e temos cada vez menos espaço nas cidades para apresentações desse tipo. Mas o circo hoje vive no teatro. Eu, por exemplo, nunca trabalhei no circo, vim do teatro, e muitos artistas do circo estão vindo para o teatro. Portanto, hoje, a arte do circo vive no teatro”.

Avaliação

Um dos organizadores do Encontro e integrante do Circovolante, João Pinheiro (na foto), salientou a importância de se trabalhar com todos os “estratos da sociedade”. “Nos espetáculos do Circovolante nós temos como espectadores médicos, mecânicos, advogados, empregadas domésticas, enfim, todo mundo está ali assistindo”.

Pinheiro deixou claro, também, a importância na forma da divulgação dos trabalhos: “Independente da arte que você faça, o importante é chegar nas pessoas. E como nós assumimos fazer arte popular, é importante dizer que as pessoas, diferente do que dizem, gostam sim de teatro. Elas não são devidamente convidadas a participar dos espetáculos.”

às 17:58 Postado por Tribuna da Palhaçaria 3 Comments

16 dias de programação

5 dias de apresentações

mais de 40 horas de alegria

5 convidados internacionais

12 grupos nacionais

6 estréias

60 palhaços

3 shows musicais

2 bate-papos

Participaram do Circovolante – 2. Encontro Internacional de Palhaços:

Chacovacchi e Maku Jarak (Argentina); Theano Vavatziani (Grécia / Italia); Pepe Nuñez (Espanha); Cia. El Indivíduo (Argentina / Uruguay / Brasil); Grupo Off-sina, Márcio Libar, (Rio de Janeiro); Cia Lua Crescente (João Pessoa/PB); historiadora Ermínia Silva (Campinas/SP); Palhaço Furreca, Palhaça Jojoba / Cia. Lunática, Banda Osquindô, DJ Vinícius Verona a.k.a. DJ Cycle Systen – (Auryum Rec) (Mariana/MG); Estandarte Cia de Teatro de Ouro Preto; Grupo Cataventoré, Cia da Bobagem, Cia Circunstância, Grupo Trampulim (Belo Horizonte/MG); Coletivo de Palhaços de MG.

às 17:42 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment

Por Flávia Rodrigues

“Hoje tem palhaçada? Tem, sim senhor!!” E de vários cantos do Brasil! O passeio na cidade de Mariana ganhou um motivo a mais com o Circovolante - 2º Encontro Internacional de Palhaços, que terminou domingo (25). Grupos e artistas de diversos estados espalharam, além dos diferentes sotaques, muitos risos pela cidade afora.

O encontro reuniu não só os palhaços, mas também suas culturas. A possibilidade de ter diferentes regiões participando só contribui para a arte circense e proporciona um intercâmbio de valores. “Quando o Rio de Janeiro se junta a São Paulo, Paraíba, Minas Gerais, cada um com sua realidade, compartilhamos trabalhos e diversidades de sobrevivência”, conta um dos fundadores do Circovolante e organizador do evento Xisto Siman.

A identidade de cada Estado é percebida pelos participantes. “Cada um tem um estilo. Cada um é de um jeito”, afirmam os palhaços da Cia. Circunstância, de Belo Horizonte, Miguel Safe e Evandro Heringer, que aproveitam o encontro para o aprendizado. Troca-se idéias, conversas, técnicas, piadas. “Construímos nossas apresentações através de outras ideias”, completam.
Ananda Rasuck, da Cia. Circo Teatro Capixaba, do Espírito Santo, acredita que a diversidade cultural é importante para o desenvolvimento de cada um. “É fundamental a importância de cada Estado. O aprendizado, a interação, ver os trabalhos e exibir os nossos, encontrar os amigos, manter contato e saber que os veremos depois em próximos eventos”, completa.




Outros artistas também deram o ar da graça neste Encontro: Márcio Libar, do Rio de Janeiro, com a oficina “O Riso In Formação” e o espetáculo “O Pregoeiro”, a historiadora Ermínia Silva, de São Paulo, com o workshop "O Circo: sua arte e seus saberes" e o bate-papo "A contemporaneidade do Circo”; a Cia de Teatro e Circo Lua Crescente da Paraíba, com o espetáculo "Lunáticos Acrobáticos", e Mestre Luiz Paixão, de Pernambuco, que participou do show jançamento do CD do Grupo Cataventoré.

E quem gostou e pediu bis pode se preparar, mais risadas estão garantidas. Os primeiros passos para a realização do próximo encontro já estão sendo dados, segundo o Circovolante o 3º Encontro Internacional de Palhaços acontecerá em Ouro Preto. Fique ligado!

domingo, 25 de abril de 2010 às 19:04 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment

O Circovolante – 2º Encontro Internacional de Palhaços, que terminou domingo (25), fez de Mariana um grande picadeiro

Por Bárbara Zdanowsky e Kleiton Borges

Durante toda a semana que passou, a rotina no Centro de Mariana foi alterada pelos espetáculos circenses apresentados durante o 2º. Encontro Internacional de Palhaços. O público lotou os espaços onde aconteciam as apresentações – praças da cidade e Teatro-SESI – e não deixou de aplaudir e recomendar as atrações aos que procuravam se informar.

Incendiando as ruas de alegria e ludicidade, como só o circo consegue fazer, o encontro de palhaços uniu pais e filhos num festejo à arte. É como afirma a estudante de Enfermagem Maria Carmelita Paes Barreto, 30 anos. “Traz um clima agradável, pois é uma oportunidade de juntar a familia”. A aposentada Maria Aparecida Fialho, 52 anos, concorda. “O bom desse encontro é que, por se tratar de palhaços, os mais velhos lembram da infância”.

Para o comércio ambulante e local, o movimento proporcionado pelas atrações foi um prato cheio para o aumento das vendas. É o que afirma o artesão, Allan Ferreira Guimarães, 21 anos. “É bom (o Encontro) porque atrai gente de todos os tipos, dos mais exóticos aos mais convencionais”. A atendente de sorveteria, Cibele Campos Teixeira, 26 anos, percebeu o aumento no número de turistas na cidade. “O movimento aumentou, principalmente o de turistas. Durante essa semana, o clima da cidade, com certeza, foi diferente”.

Os moradores que acompanharam o encontro incentivam esse tipo de evento e não reclararam de som alto. É o caso do médico José Eustáquio, 62 anos. “Apesar de ter ido a poucos espetáculos por falta de tempo, aprovei a iniciativa. Gosto de arte e assisti o primeiro encontro, em 2008. Não notei perturbação por causa do som alto”. A costureira Teresa Alves Dias, 71 anos, foi a todos os espetáculos que aconteceram na Praça da Sé, sempre acompanhada de sua companheira de igreja e forró, Nazaré Matos Soares, 67 anos. “Eu ri tanto! Foi bom demais. O barulho não incomodou nem um pouco”.

O Circovolante – 2º. Encontro Internacional de Palhaços chega ao fim, mas deixa espectadores que garantem presença no próximo encontro, que será realizado na cidade de Ouro Preto em 2011, de acordo com Xisto Siman, coordenador geral do evento.

às 17:30 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

“Café Pequeno da Silva e Psiu!” encerra 2º. Encontro Internacional de Palhaços em espetáculo surpresa, na Praça do Jardim

Por Adriana Bravin
Especial para Tribuna da Palhaçaria

Lugar consagrado às artes circenses durante a semana do Circovolante – 2º Encontro Internacional de Palhaços, a Praça Gomes Freire, a popular praça do Jardim, em Mariana, se despediu ontem à tarde do picadeiro de mentirinha montado com lona no chão e marcado com pó de giz.

“Café Pequeno da Silva e Psiu!”, espetáculo solo de Richard Righetti, do Grupo Off-sina, do Rio de Janeiro, encerrou, de surpresa, o evento, já que sua apresentação não estava prevista na programação – ele fez o número em Ouro Preto, mas pediu à organização para repetir a dose em Mariana.

Com maestria, Richard transportou a plateia de adultos e crianças à magia do circo, à ingenuidade do palhaço, com números consagrados, provocando encanto e espanto no olhar das crianças. Além, claro, de risadas e muitos aplausos. Tudo isso em uma hora e meia de espetáculo com um palhaço que parecia saído de um pequeno circo de uma cidade do interior, como Mariana.

Brincadeiras

O encontro inusitado com o espetáculo circense na praça fez do empresário Wagner Caetano Bento, 32 anos, “marido” da marionete Magali por alguns minutos. O brincalhão Café Pequeno “catou” Wagner na plateia e o levou ao centro do picadeiro para “brincar” de ser pai do filhote de Magali, um pássaro.

Nesse momento, o empresário, que por falta de tempo não pôde assistir nenhum espetáculo do Encontro de Palhaços, voltou a ser criança. Ainda que timidamente. “Dá vergonha”, confessou, depois, ao lado do filho Eduardo, de 7 anos.
Já a técnica em mineração Adriany da Silva Bernardes, 40 anos, que saiu de casa para tomar sorvete com o filho Vitor, de 5 anos, sentiu-se lisonjeada com o “galanteio” de Café Pequeno. Levada ao picadeiro de mentirinha pelo palhaço, Adriany ganhou flor de plástico e coração de bexiga. “Adorei!”, exultou.

Algodão doce

Quem também parou para ver o palhaço foi o vendedor de algodão doce Davi Belo, 47 anos, morador do Bairro Rosário, em Mariana. Sem saber do evento na cidade, Davi estava feliz com o resultado das vendas: naquela tarde só restavam 24 dos 120 palitos com algodão doce que ele prepara e vende. “Só hoje faturei cento e dois reais”, contabilizou Davi.

Agradecido ao palhaço, fez questão de doar R$ 1,00 quando Café Pequeno passou o chapéu, aliás, fez "magicamente" o público se dirigir ao chapéu. “O trabalho dele tá dando dinheiro pra mim”, disse Davi, satisfeito. Quem também doou foi “o rapaz da batata e do hot dog”, gritou Café Pequeno, com o chapéu já abarrotado de notas e moedas. “Na rua não se cobra entrada, só saída”, disse, despedindo-se da plateia que não queria ir embora.

às 17:20 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

O inusitado fez Café Pequeno da Silva nascer para o artista Richard Righetti. Foi durante o encerramento do Festival Internacional de Palhaços, em 1998, em São Paulo, que Righetti deu vida a seu novo personagem. Antes, ele encarnava o palhaço Chorão.

Para encerrar o Festival, os 350 artistas que participavam do encontro sairiam em um cortejo pelas ruas da capital paulista. Mas Righetti já havia despachado sua bagagem, inclusive as roupas de Chorão. “Fui tomar um café num bar e, na hora, tive a ideia de colocar um copinho de plástico, pequeno, desses de tomar cafezinho, no lugar do nariz de palhaço”, conta.

Assim, saiu no cortejo. “Era o palhaço mais pobre”, ri. Durante o cortejo, tirou uma moradora de rua para dançar. E ela, ao lhe perguntar, “como é seu nome”, recebeu como resposta: “Café pequeno”. Segundo Richard, um palhaço que mescla “a figura do que existia antes com os dias de hoje e no qual o forte é o picadeiro”. Nascia ali o personagem que encantou crianças e adultos na despedida do 2º. Encontro Internacional de Palhaços, em Mariana.

às 16:10 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Camila Maia

O 2º. Encontro Internacional de Palhaços atraiu a atenção e trouxe jornalistas de vários veículos de Belo Horizonte a Mariana, dentre eles, o estudante de Comunicação Social Abdelasy Sousa, natural de São Tomé e Príncipe. Abu, como é chamado, fez a cobertura do evento durante três dias para a rádio UFMG.

O estudante veio para o Brasil em 2005, por meio de um intercâmbio para cursar Engenharia de Minas, mas em 2008 pediu transferência para o curso de Comunicação Social/Jornalismo, área na qual já trabalha há nove anos, cobrindo inclusive viagens presidenciais em seu país.

Abdelasy conta que entrou na rádio UFMG através do programa “Em caráter”, que pretendia treinar novos locutores. Hoje, trabalha no “Visão África”, um programa que fala da cultura africana e também é produtor do “Noite Ilustrada”.

Engajado, ele também é presidente do Núcleo dos Estudantes de S.Tomé e Príncipe, em Minas Gerais, que tem por objetivo divulgar a cultura do país no Estado. “Participam estudantes de várias universidades de Minas Gerais, como a PUC e a UFMG, que assim como eu fazem intercâmbio.”

às 16:05 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Banda mineira lança CD e traz a Mariana o rabequeiro mestre Luis Paixão, de Pernambuco

Por Rafael Camara e Fernando Ciríaco

A praça Gomes Freire (Jardim) foi contemplada, sábado (24), à noite, com o show de lançamento do CD do Grupo Cataventoré, de Belo Horizonte que, durante uma hora e meia e não deixou ninguém parado. Com o ritmo envolvente das melodias do forró, todos puderam aproveitar o espaço para um bom arrasta-pé.

O grupo contou com a participação de Xisto Siman, do Circovolante. O destaque da noite ficou por conta do rabequeiro Mestre Luís Paixão, que veio de Recife (PE) mostrar o seu talento. O entrosamento e a harmonia com que tocavam eram respondidas com fervorosos aplausos do público.

Um dos integrantes do Cataventoré, Daniel Magalhães, explicou como surgiu a ideia de trazer o mestre pernambucano para o público mineiro. “Fizemos um convite a ele para fazer três shows conosco. Ele já está há dez dias com a gente. Isso é um privilégio por ele ser um dos principais rabequeiros do país e já tem 40 anos de rabeca. Foi ele quem introduziu a Juliana (integrante do grupo) na rabeca. Estamos sempre em contato com a cultura de raiz. A gente sempre toca com eles no ambiente deles. Poder fazer essa troca é uma felicidade imensa”, explicou Magalhães.

Ao final da apresentação, ao som de “mais um, mais um!”, vindo em coro da plateia, todos desceram do palco e foram para o meio do público, sem parar de tocar, garantindo ainda mais alguns minutos de boa música.

Pra quem quis dançar mais e aproveitar o fim de noite pôde curtir o Sagarana Café Teatro, com show da banda Acúrdigos que, enfim, fechou as cortinas do 2º. Encontro Internacional de Palhaço em grande e animado estilo.

às 15:57 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Maysa Souza

O espetáculo solo “Metro y Medio” (metro e meio, em português), apresentado nesse sábado, em Mariana, encheu os olhos do público, na Praça da Sé. A palhaça Maku se utilizou de números circenses, interação com a plateia e poucas falas para encantar e divertir sua plateia.

Casada com o palhaço Chacovachi, a argentina Maku disse que, apesar de arriscados, ela se sente segura com seus números. “Faço esse espetáculo há dez anos e somente uma vez errei, quando subi no ombro de alguém da plateia, mas como todo palhaço, me aproveitei disso para fazer as pessoas rirem”.

Sobre as poucas falas que utiliza durante a apresentação, Maku diz: “Não me utilizo das falas para que este espetáculo tenha uma linguagem universal e comunicação ativa com o público”.

O ponto alto do espetáculo é quando a palhaça, com a cabeça para baixo, faz malabares com as pernas e os braços, sem se apoiar em nada. O público não acredita e fica encantado com a atuação de Maku. A espectadora Lívia Santos, 19 anos, expressou esse encanto. “Fiquei fascinada durante o espetáculo todo. A palhaça é incrivelmente carismática”.

O público se divertiu quando a palhaça vestiu dois espectadores com roupas escocesas para que a ajudassem a tocar a gaita de fole. Enquanto ela subia no ombro de um deles o outro deveria dançar a música que a palhaça tocasse. A plateia deu muitas risadas.

Maku disse que se encantou com o público marianense. “Estou muito feliz de estar aqui com o Circovolante. A plateia é muito receptiva e muito agradecida. Por mais que não gostem do espetáculo, não vão embora e sempre aplaudem”.

às 15:55 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Giovana Bressani. Colaboração de Aline Rosa de Sá

A palhaça argentina Maku Jarrak, em seu espetáculo “Metro y Médio”, provou que o humor pode ser feito sem palavras, de forma inocente e singela, ao mesmo tempo em que é forte e encantador. A artista busca durante o espetáculo manter a interação com a platéia, “A resposta do público sempre é diferente a uma piada, é isso que torna cada apresentação única” alega.

A artista de rua elogiou o público brasileiro. “(Vocês) São mais receptivos, mais quentes. Se tem que aplaudir, aplaude; se querem rir, riem”. Segundo Maku, é muito mais fácil ser palhaço profissional no Brasil por haver políticas públicas aqui. “Na Argentina, para o governo as palavras palhaço e circo não existem. Caso o palhaço precise de algum subsídio é necessário ir para o teatro”, desabafa a artista, que sobre a dificuldade de realizar a arte circense em seu país. “Para ser palhaço no meu país é preciso passar o chapéu”.

Bem humorada, ela diz viver um sonho. O espetáculo está sempre presente em sua vida, seja em uma conversa casual com seu marido, o palhaço, ChacoVachi, ou preparando um novo número. Disse, ainda, não ter dificuldades em ser mãe e palhaça. O fim da entrevista veio com a chegada do seu filho Ringo, 5 anos, que interrompe com um gesto de mágica: “Mamãe, eu tenho um surpresa”.

às 14:52 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Cia da Bobagem arrancou gargalhadas da criançada com o espetáculo “Ponga no Molongó”, no sábado

Por Renata Torres. Colaboração de Laio Amaral

A apresentação da Cia da Bobagem com o espetáculo “Ponga no Molongó” encantou o público no sábado (24), na Praça Gomes Freire (Jardim). Os artistas utilizaram desde números clássicos a improvisos.

Com uma platéia predominantemente infantil, os palhaços Zuleico e Florisa provocaram deliciosas gargalhadas nos pequenos. O diálogo com a plateia, uma característica marcante da dupla, se fez presente através de participações do público em diversos números.

Atendendo aos pedidos das crianças, a dupla e os voluntários participantes do espetáculo dançaram a música da banda Parangolé, “Rebolation”. Em seguida, os palhaços realizaram coreografias e inúmeras imitações, como o gato com problemas psicológicos.

Os atores Marisa Ribeiro, a Florisa, e Rafael Marques, o Zuleico, deram vida ao espetáculo com a suas músicas: ela, na sanfona (na foto), ele com a corneta. Para a estudante Ingrid Rodrigues, 13 anos, “o espetáculo foi bom, e teve muita participação das crianças”.

A apresentação dos palhaços, no entanto, foi vista com outros olhos pelo público mais velho. De acordo com a pedagoga Renata Nascimento, 31 anos, “o espetáculo foi legal, porém deveria ter uma inovação nos números”.

A Cia da Bobagem apresentou um espetáculo pela primeira vez em Mariana, e segundo os artistas, foi uma apresentação boa, em que houve um diálogo com a plateia.

às 12:36 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

A interação com o público e o humor simples foram as marcas do espetáculo

Por Kleiton Borges. Colaboração de Bárbara Zdanowsky

O último dia de apresentações do Circovolante – 2º. Encontro Internacional de Palhaços contou com a presença da grega Theano Vavatziani, na peça “Intervalo”, que aconteceu no Teatro SESI-Mariana. Estreando o espetáculo solo, a palhaça encantou a plateia com um humor simples, para todas as idades.

O espetáculo mostra a personagem Fischio, que aproveita o intervalo de uma peça teatral para fazer suas trapalhadas. No decorrer das cenas, as crianças não se continham somente em assistir a atriz e tentavam também ajudá-la a cada nova situção embaraçosa. Com um arsenal de caras e vozes, Theano prendeu a atenção do público na primeira metade do espetáculo.

A estudante de Educação Física, Cristine Fuchseinwoegerer, 22 anos, que veio de Ouro Preto para prestigiar o espetaculo aprovou a apresentação porque “(a peça) trabalhou muito com as crianças, que interagiram bastante”. Para o estudante de Engenharia de Controle de Automação, Evandro Luiz Garcia, 20 anos,"(o espetáculo) foi bem divertido”. “É uma comédia diferente, inusitada", opinou.

As opiniões daqueles que atuam na área foram um pouco mais críticas. Segundo a estudante Artes Cênicas, Bruna Rosa, 22 anos, “a peça foi boa, mas no final foi ficando mais cansativa". Para o palhaço da Companhia Circunstância Miguel Safe, 27anos, “foi uma boa estreia”. “Achei genial por ser um espetáculo solo, mas falta trabalhar melhor os tempos cômicos do meio pro final da peça”.

A atriz disse que espera poder voltar a se apresentar, desta vez no 3º Encontro Internacional de Palhaços; agradeceu o convite dos organizadores e encerrou sua apresentação com uma brincadeira que envolveu atriz e publico para dançar uma tipica dança grega.

sábado, 24 de abril de 2010 às 17:48 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment

Disputa entre “Pernudos” e “Quebra Tudo” diverte cerca de 400 pessoas na tarde de sábado, na Praça da Sé

Por Alice Piermatei e Cristiane Guerra

Com público animado e encantado, a Estandarte Cia de Teatro apresentou sábado (24), à tarde, na Praça da Sé, um divertido espetáculo com jogadores de futebol “nas alturas”, o Futebol na Perna de Pau. Do alto dos instrumentos que medem 80cm, o grupo levou a platéia à loucura com seus dribles e palhaçadas!

Tanto o time dos “Pernudos” quanto o dos “Quebra Tudo” contavam com três jogadores cada, entre integrantes da Estandarte e convidados. Além desses havia o “Fidirico”, um jogador dito “curinga”, que, (segundo palavras da platéia), era um verdadeiro vira-folha, usava camisas dos dois times e trocava de lado quando bem entendia.

O juiz era um caso à parte e tinha de tudo um pouco: jogador, bandeirinha, artilheiro, cobrador de pênalti e gândula. Sua atuação era um tanto quanto duvidosa, e completamente parcial, o que o levou a tomar vaias e xingamentos da plateia (“Ladrão! Ladrão! Ladrão!”, gritava o público).

Uma novidade “tecnológica sensacional” dessa partida eram os “replays”. A cada lance “emocionante”, o juiz (novamente ele) convocava todos os jogadores para, em câmera lenta, repetir a jogada para tirar dúvidas da arbitragem. Só que o perigo era o resultado final ser modificado pelo próprio juiz!

Um dos maiores atrativos do espetáculo foi a participação ativa dos espectadores. Um deles, o ator de Cataguases (MG), Vagner Pires, escolhido para ser goleiro dos “Pernudos”, foi eleito o melhor jogador da partida. Outras participações ficaram por conta de um comentarista, duas crianças que montaram uma barreira para o time vermelho e uma goleira surpresa, de defesas um tanto curiosas. A partida terminou empatada em 6 X 6, mas foi decidida nos pênaltis, quando os “Quebra Tudo” ganharam por 1 X 0.

Brincadeira

A ideia do espetáculo surgiu de uma piada entre amigos. “Ah, vocês são muito pernas de pau”, disse um amigo da Cia. Então, segundo Gustavo Pacheco, um dos fundadores do grupo, os integrantes resolveram, em uma brincadeira, tirar uma “ranca” com amigos em cima da perna de pau. “A ideia foi um sucesso, todo mundo adorou participar e depois disso resolvemos montar o espetáculo”, contou.
A Estandarte Cia. de Teatro é formada por ex-alunos do curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e surgiu há quatro anos. Os integrantes Gustavo Pacheco, Didito Camillo e Marcelino Ramos já faziam espetáculos avulsos quando resolveram montar a companhia. Hoje, eles contam com sete números e participam de eventos Brasil a fora, complementando seu trabalho de pesquisa na área de cultura e teatro de rua.

Confira no vídeo um trecho da grande jogada:

"Dunga se ilumina e convoca Pernas de Pau"



às 11:59 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

“O circo é a minha vida”

Por Eleandro Gonzaga

Nome: Robertânia de Oliveira
Apelido: Rob
Idade: Tenho isso não.
Profissão/Companhia: Artista de Circo/Lua Crescente
Tempo de Trabalho: 7 anos
Cidade natal: João Pessoa (PB)
Escolaridade: Superior
Estado Civil: Solteira
Um palhaço: Charles Chaplin
Um Hobby: O Circo
Não vive sem... Circo
Um personagem: Palhaço
Melhor piada: Piada do Macaco
Pior piada: Esta a gente esquece
Um mico: Sempre ser a última a chegar às cidades que irão promover os festivais, não encontrar o local pré-determinado para hospedar-se e ficar andando com as malas para cima e para baixo.
Melhor apresentação: Festival de Comemoração dos 442 anos da cidade de João Pessoa
Um tipo de público: Infantil
Um programa de TV: Jô Soares, Altas Horas
Um humorista: Tom Cavalcante
Uma situação que virou piada: Situações em que passou nos festivais
Humor sério ou pastelão? Pastelão
Quem te inspirou? Djalma Andrade
Quem te incentivou? Minha perseverança e vontade de crescer.
Uma frase: O circo é a minha vida

Telefone: (83) 8813 9449 ou (83)8805 9603

às 11:56 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Os atores Adriana Morales e Tiago Mafra, que formam a dupla Sabonete e Benedita, contam uma singela história de amor entre palhaçadas

Por Lorena Cristine, Maysa Souza e Maria Esther Fonseca

O espetáculo “Uma surpresa para Benedita”, apresentado na última sexta-feira (23), às 15h30, na Praça da Sé, reuniu bom humor, talento, efeitos sonoros e interação com o público. Durante cerca uma hora, os palhaços Sabonete e Benedita tentaram preparar um jantar para o novo amor do palhaço. Entre muitas confusões e um jantar frustrado, Sabonete acaba confessando que ama Benedita e os dois terminam se beijando.

A plateia se divertiu com a dupla de palhaços que a todo momento interagia com o público. Crianças e adultos se misturaram na Praça da Sé e saborearam um espetáculo que hoje é para todas as idades. Tiago Mafra, o Sabonete, contou que “na verdade, o espetáculo não foi feito para crianças, mas acabamos deixando ele mais leve para atingir todo o público”. “O espetáculo tem o humor que as crianças e os adultos curtem”.

Os efeitos e a trilha sonora da peça se destacaram durante toda a apresentação. Maria Milagros, responsável pelos efeitos sonoros, intervém no espetáculo e até rouba a cena dos palhaços em algumas cenas. “O palhaço sem o público não existe, e para a apresentação não ficar parada o tempo todo, tem a música para dar uma quebrada no espetáculo”.

Os atores Tiago Mafra e Adriana Morales, que formam a dupla Sabonete e a Benedita, são casados também na vida real. E, ontem, reestrearam o espetáculo “Uma surpresa para Benedita”, porque ficaram parados depois do nascimento da filha Valentina.

às 11:04 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Cabaré do Circovolante teve de piadas picantes a números que resgataram a ingenuidade e magia do circo

Por Mateus Meireles

Em um primeiro momento, o nome cabaré pode remeter a lugar destinado a shows com mulheres, ou algo inapropriado aos menores de idade. Deixe esse conceito para trás, pois o Circo Volante e seus convidados provaram, sexta-feira (23), à noite, que é possível fazer um espetáculo com o espírito do “cabaré” para a família inteira. O Cabaré do Circo Volante apresentou esquetes que buscavam a interação com o público, que lotou o Teatro - SESI, em Mariana.

Participaram do espetáculo, de uma hora e meia de duração, os representantes do Circo Volante, Xisto Semana e João Pinheiro, a artista grega Terno Vavatziani, o espanhol Pepe Nuñez, o Palhaço Alegria e seu filho Irinei Marinho, e Richard Righetti, o palhaço Café Pequeno, do grupo Off-sina (RJ).

Sem que houvesse desconforto, os números mesclaram um humor mais sensual com outros mais inocentes. Exemplos foram os risos provocados tanto pelo par romântico nada convencional, formado por Palama e Watson (respectivamente, Xisto e João), quanto pela doçura da apresentadora do Cabaré, a grega Theano, e a ingenuidade das piadas de circo comandadas pela dupla Alegria-Irinei. Sem esquecer o palhaço Café Pequeno e seu número musical, e Pepe Nuñez e sua “magia e mistério”, que encantaram e divertiram crianças e adultos.

A noite foi marcada pela participação da platéia, que colaborou para a realização dos números. “O público também está disposto, quer participar dessa festa. Está aqui para nos receber e para nos acolher. As risadas foram muitas, tinha uma atmosfera bonita, eu senti uma serenidade na noite”, comentou a grega Theano.

Homenagem

Os artistas prestaram uma homenagem ao Palhaço Alegria, que dedicou 72 dos 76 anos de vida ao circo e fez questão de agradecer pelo carinho e participação do público marianense. “É um público maravilhoso, que sabe aplaudir, sabe receber um artista quando vem a sua terra. Isso é motivo de orgulho”, disse.

Com o fim da apresentação, a poeta, contista, cronista e artista plástica, Andreia Donadon Leal, através do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais, entregou aos representantes do Circo Volante um certificado de mérito cultural. Em seu discurso, ela lamentou a carência de políticas culturais em Mariana, citando uma entrevista de João Pinheiro ao blog Tribuna da Palhaçaria.

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"Palhaços à Vista" surfa na onda do público e encanta plateia

Por Bruna Silveira

A Cia. Circunstância, de Belo Horizonte, provou, com a apresentação de “Palhaços à Vista!”, na Praça Gomes Freire (Jardim), que mostrar a cultura do circo na rua, muito mais do que em teatros e outros locais, é uma prática que deve seduzir o público. “Na rua você tem que dialogar diretamente com as pessoas que estão ali, que, muitas vezes, não foram ali realmente pra te ver, mas porque passaram ali, não estavam preparadas. O diálogo com essas pessoas tem que ser muito expressivo. A exigência do teatro é outra, é tudo mais intimista, contido. As pessoas compram o ingresso e vão pra te ver, é outro perfil de público”, compara Evandro Heringer, o palhaço Repimboca, da Cia. Circunstância.

Na sexta-feira (23), acompanharam o espetáculo não só crianças levadas por suas escolas ou por seus pais, mas também adultos que, além daqueles que já sabiam do espetáculo, se sentiram atraídos ao passarem pelo Jardim e serem surpreendidos por um show de palhaços.
Para fazer arte na rua, os palhaços precisam brincar com tudo o que acontece a sua volta e transformar o improviso em parte do espetáculo. Como afirma Miguel Safe, o palhaço Bambulino, “a rua é como o mar: ou ela te engole ou você surfa nela.”

Com toda a diversidade de pessoas que o assistiam, o grupo de Belo Horizonte apresentou um espetáculo para todas as idades e buscou arrancar sorrisos da pluralidade que se via no público. “O palhaço deve saber com quem ele tá lidando. Ele olha para o público e vê adultos, vê crianças. Nós olhamos esse público e buscamos agir de uma maneira que agrade a todos.”, diz Evandro.

às 07:26 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Alice Piermatei


Confira neste sábado (24), às 16h30, na Praça da Sé, uma partida divertida entre os verdadeiros Pernas de Pau, da Estandarte Cia de Teatro. Os dois times, com os ‘‘MAIORES” jogadores do mundo, disputam uma partida de futebol. Mas seu objetivo não é descobrir quem é o melhor, e sim qual time vai divertir mais o público. Tenha um bom jogo!

VÁ LÁ:

O que: Futebol na Perna de Pau, com a Estandarte Cia de Teatro

Quando e hora: sábado (24), às 16h30

Onde: Praça da Sé, Mariana

sexta-feira, 23 de abril de 2010 às 17:08 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Maysa Souza

Não percam neste sábado (24), às 20h30, na Praça da Sé, em Mariana, a apresentação do espetáculo "Metro y Medio", da argentina Maku. Com direção do palhaço Chacovachi, "Metro y Medio" é baseado na ação física e comunicação cômica com seu público. Maku se comunica sem palavras, criando assim uma linguagem universal. Durante 40 minutos, uma palhaça entretem, diverte e assombra, mostrando personalidade e uma alma “clown”.

às 17:07 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Por Kleiton Borges

Neste sábado (24), entra em cena no "Circovolante - 2º. Encontro Internacional de Palhaços, a peça “ Intervalo”, da artista grega Theano Vavatziani, com direção de José Regino. O espetáculo será encenado no Teatro SESI-Mariana, às 19h30.

Em uma apresentação solo, Theano dá vida a personagem Fischio, que trabalha como “coringa” de um teatro onde é encenada uma tragédia de Sófocles. Em um dia especial, Fischio encontra um bilhete informando que a peça se encontra em intervalo. Ela aproveita, então, a oportunidade para realizar o seu sonho de ser atriz.

Com um ano e meio de estrada, “Intervalo" estreia em Minas Gerais depois de ter passado por Brasília. O espetáculo dura cerca 60 minutos e sua classificação é livre.

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"Ponga no Molongó", da Cia. da Bobagem, convida o público a entrar no mundo sem lógica e divertido dos palhaços

Por Renata Torres

A Cia. da Bobagem, de Belo Horizonte, marca presença pela segunda vez no Encontro Internacional de Palhaços, e convida a todos para a apresentação do espetáculo “Ponga no Molongó”, neste sábado (24), às 15h30, na Praça Gomes Freire (Jardim), em Mariana. Participam dos números os atores Marisa Ribeiro, a Palhaça Florisa, e Rafael Marques, o Palhaço Zuleico.

Segundo os atores, o título “Ponga no Molongó” vem da mistura das gírias mineiras “pongava”, que significa subir, acessar, e “molongó”, que remete à idiotice, à loucura do palhaço. De acordo com eles, o nome é um convite ao público para que entre no mundo louco, divertido e sem lógica do palhaço. O espetáculo tem duração prevista de 50 minutos e é indicado a todas as idades.

Os personagens cômicos Branco e Augusto, ambos palhaços, brincam com a plateia e improvisam – a dupla apresenta uma adaptação diferente a cada espetáculo. Segundo Rafael Marques, para cada local é feita uma adaptação dos números para uma melhor aceitação do público.

“Ponga no Molongó” promete levar todos ao delírio e à felicidade de um bufão. Não percam!

SAIBA MAIS:
A Cia. da Bobagem foi fundada em 2007 pela dupla de atores Marisa Ribeiro e Rafael Marques, em busca da paixão existente pela arte do palhaço e do teatro de rua. Eles também estiveram presentes no Circovolante – 1º. Encontro Internacional de Palhaços, mas é a primeira vez que apresentam um espetáculo em Mariana.

às 16:50 Postado por Tribuna da Palhaçaria 1 Comment

“Você não precisa estar no Rio ou em São Paulo para fazer arte”

Em um bate-papo dinâmico e descontraído, o artista circense que comandou a oficina "O Riso In Formação" fala sobre carreira, trabalho e projetos

Por Thalita Neves. Colaboração de João Felipe Lolli

Pedimos licença para entrar no navio do carioca Marcio Libar e bater um papo com o artista, responsável pela realização da oficina “O Riso In Formação”, durante o Circovolante - 2º. Encontro Internacional de Palhaços, em Mariana.

Idealizador e fundador do grupo Teatro de Anônimo (1986) e do evento “Anjos do Picadeiro-Encontro Internacional de Palhaços”, ele também coordenou o “Mundo ao Contrário”, em 2001 e, em 2008, lançou o livro “A Nobre Arte do Palhaço”. Desde então, o capitão passou a situar seu trabalho numa dimensão artística, pedagógica e política.

Nesta entrevista, Libar fala sobre sua carreira, participação no Encontro (oficina e espetáculo solo “O Pregoeiro” ), realidade do circo e seus projetos futuros. O bate-papo aconteceu na sede do Circovolante, em clima descontraído e com o entrevistado bem à vontade.

O ator e diretor Libar tem em seu currículo um longa metragem e quatro curtas, além de prêmios internacionais, como o Especial do Cirque Du Soleil, no Principado de Mônaco, e o Nariz de Prata, no Principado de Monte Carlo, ambos concedidos em 2006. Fazendo arte, ele já percorreu todo o Brasil e outros oito países com sua nau.

Como surgiu a ideia de trabalhar com arte circense?
Desde que eu me entendo por gente eu queria ser artista, na verdade, eu nunca quis trabalhar (risos). Eu sempre achei muito sensacional ser querido por todo mundo. Fui fazendo aquilo que eu mais gostava e, quando vi, já estava no teatro.

Em 2008 você lançou o livro “A Nobre Arte do Palhaço”. Fale um pouco sobre essa obra.
Esse livro pega dos meus 20 aos 40 anos. Tentei escrever como se fosse um romance. Em princípio é autobiográfico apenas para situar o leitor, mas depois se transforma na história de alguém que um dia resolve ser palhaço e se encontra com vários mestres no assunto.

Como você avalia a situação do circo hoje, no Brasil e no exterior?
Hoje em dia, o circo está passando por uma reinvenção. Esse é um movimento internacional que vem acontecendo, na medida em que o circo sai das famílias tradicionais e passa a ser aberto a qualquer pessoa. Atualmente, se ouve falar mais de circo do que antes, acontecem mais encontros de circos, de palhaços, enfim, hoje o circo está muito saudável, caminhando muito bem.

Dá trabalho ser palhaço? Como fica a questão financeira?
É igual a qualquer carreira. É preciso ter vocação, prática e amor pelo que se faz. Normalmente me perguntam se dá pra viver de palhaço; eu respondo que se vive bem em qualquer profissão, basta ser bom. Pra quem é bom sempre tem vaga.

Sobre seu espetáculo solo “O Pregoeiro”, como surgiu essa ideia?
Toda criação artística nasce de coisas que você quer dizer, e foi assim que nasceu “O Pregoeiro” . Foi um momento de muitas mudanças, quando saí do grupo (Teatro de Anônimo), terminei meu casamento de 17 anos, mas, enfim, havia realizado meus sonhos infantis e agora precisava partir para os meus sonhos adultos, e isso significava ter novas escolhas, mesmo que precisasse sair do conforto para obtê-las. A coragem tem o tamanho do medo e eu tive essa coragem. Com isso eu perdi coisas, mas o que eu ganhei valeu à pena.

É mais difícil trabalhar em um espetáculo solo do que em grupo?
Acredito muito no fenômeno coletivo do teatro, mas fazer um espetáculo solo foi muito bom, pois garantiu minha identidade e pude expressar o que eu pensava do mundo. O palhaço tem três momentos, me disse uma vez Chacovachi (palhaço argentino que também participa do Encontro, em Mariana). O primeiro é quando ele aprende a mobilizar o público, fazer rir, e isso demora dez anos. Depois, você passa a colocar seu pensamento, seus valores, sua ética naquilo que faz, passando assim a ser um artista. Por fim, se você consegue comover, você chega a um grau de maestria, e eu consigo comover; por isso, fui convidado a conduzir essa oficina no Encontro.

Você costuma usar a metáfora do “capitão e seus marujos” para ilustrar a maneira como dirige os artistas. Fale um pouco sobre esse seu trabalho como o “capitão” das oficinas.
Nas oficinas eu prezei muito pela união porque cada um tem uma potência, um jeito de fazer arte. Mas, no nosso lema “pirata”, quem fica pra trás é deixado pra trás. O importante é que depois desse ateliê cada artista poderá exibir seu número mesmo que individualmente.

Faça uma avaliação geral dessa experiência no Encontro. Como foi passar por Mariana?
É a sexta vez que eu venho a Mariana e já conhecia o Xisto (Siman, do Circovolante), o João (Pinheiro, do Circovolante) e a Jô (Alves, da Cia. Lunática). Tenho muito respeito por eles e por essas iniciativas. Foi uma experiência profissional verdadeira, eficiente, com nível de qualidade alto. Nessa cidade tão bela e tranquila tive a possibilidade de mostrar que uma cidade do interior pode, sim, ser o centro do mundo, pois você não precisa estar no Rio ou São Paulo para fazer arte.

Para finalizar, conte-nos sobre seus projetos para o futuro. Quais serão seus próximos passos? Você volta pro 3º Encontro ano que vem?
Estou muito focado agora em ir para a televisão. Esse deve ser meu próximo passo. Ter a mídia televisiva a meu favor é o passo que falta. Mas ir para a televisão é apenas a ponta do iceberg, tenho muitos outros projetos em mente. Quanto ao 3º Encontro, se eu for convidado, e tiver tempo, voltarei sim.

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Público zero na exibição do clássico do cinema italiano, “Os Palhaços”, de Federico Fellini

Por Kael Ladislau. Colaboração de Aline Rosa

Poucas cidades do país têm um cardápio cultural como Mariana. Atrações, festivais, eventos em geral deixam a população e turistas sempre com opções variadas para um bom entretenimento.

A “Mostra de Cinema”, com entrada franca, realizada pelo Circovolante, no 2° Encontro Internacional de Palhaços, quarta-feira (22), às 10h, no Teatro SESI-Mariana, é um exemplo. Porém, o público demonstrou total desinteresse. A sala vazia na exibição do filme clássico “Os Palhaços”, de Frederico Fellini, retrata essa situação.

O público deixou de conhecer como o cineasta mostra a paixão que envolve muitas pessoas pelo circo. Na obra, Fellini demonstra isso desde sua infância, quando os palhaços lhe davam medo por lembrarem os loucos que via pela cidade.

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Artistas circenses e estudantes de artes cênicas participaram do bate-papo com a historiadora Ermínia Silva

Stephanie Thabata de Matos Rodrigues e Pablo Gomes

O bate-papo com a doutora em História, Erminia Silva, foi realizado quinta-feira (22), no Catin Ateliê de Marionetes, em Mariana, um lugar repleto de marionetes confeccionados pelo argentino Catin Nardi.

História oral e escrita foram os pontos mais interessantes debatidos. Ermínia Silva comentou detalhadamente sobre a multiplicidade dos artistas circenses das gerações antigas, como teatro, dança, cenografia, propaganda, pré e pós-produção e a peculiaridade de todos os circenses serem alfabetizados e, muitos, cultos num país de analfabetos.

A presença ilustre no encontro foi de Álvaro Marinho, o palhaço Alegria (na foto), que dedicou 72 de seus 76 anos de vida ao picadeiro. A cada tema debatido, Alegria tinha sua experiência de vida dedicada ao circo para compartilhar com os jovens profissionais circenses presentes. O palhaço comentou que era um artista em constante aprendizagem e contratou professores, entre eles um professor de tango.

Os temas abordados passaram pela riqueza criativa circense; a multiplicidade de habilidades artísticas do circo antigo, que englobava todas as artes; e uma constante atualização artística, como comentado por Alegria. Era o circo que levava as novidades às pequenas cidades e o artista circense era infinito em habilidades, lembrou Ermínia.

Participaram do bate-papo estudantes de artes cênicas, palhaços atuantes e futuros palhaços, como a filha do Palhaço Xen Xen ou William Rodrigues (Cia Circo Teatro Capixaba), a futura palhacinha Naila Rodrigues que, segundo o pai, já ensaia cambalhotas e truques.

O interesse no bate-papo foi grande também porque, no Brasil, há muito pouco sobre o circo no meio acadêmico e há muita dificuldade dos artistas circenses em encontrar um espaço que valorize e respeite seu trabalho ao longo da história brasileira.

às 16:22 Postado por Tribuna da Palhaçaria 0 Comments

Stephanie Thabata e Pablo Gomes

“Diz a tradição que quando se lança um livro, traz boa sorte entregar a um palhaço para que ele o lance literalmente”. Com essas palavras, a doutora em História Erminia Silva, autora de “Respeitável Público… O Circo em Cena”, abriu na quinta-feira (22) a sessão de lançamentos literários do “Circovolante – 2º Encontro Internacional de Palhaços”.

No mesmo dia também foi lançando o “Almanaque Off-Sina”, comemorativo dos 21 anos de palhaçadas do grupo Off-sina, de autoria de Richard Riguetti, Renato Riguetti, Beatriz Raínho, Jaílson Santos, Marcelo Matos e Pedro Riguetti. Exemplares do almanaque foram distribuídos ao público.

Segundo Richard Riguetti, o Almanaque foi viabilizado com verbas públicas. “Por isso, estamos apenas devolvendo para vocês o dinheiro que é de vocês”, afirmou. A publicação foi financiada com recursos do prêmio concedido pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e traz a memória dos 21 anos de estrada do grupo Off-Sina.

A trupe nasceu no teatro de rua, em viagens pelo país afora, mas sediou-se no Rio de Janeiro quando Richard sentiu a necessidade de experimentar uma nova metodologia de trabalho, com a fusão de “criação e sina”. Foi daí que o grupo se intitulou Off-sina do Ator – O Atleta do Coração, numa homenagem a Antonin Artaud.

A ideia do Almanaque surgiu a partir do questionamento sobre a memória dos grupos de circo-teatro. “A prática está boa, mas como anda a memória do seu grupo?”, questionaram Richard Riguetti, o palhaço Café Pequeno, e sua esposa Lílian Moraes, a palhaça Currupita.

Já o livro da historiadora Ermínia Silva é a publicação de sua dissertação de mestrado, que hoje é leitura obrigatória para os estudantes de circo, além de alimentar debates historiográficos sobre o tema.

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O espanhol Pepe Nuñez levou crianças e adultos às gargalhadas no espetáculo apresentado quinta-feira

Por Bárbara Zdanowsky

Apostando em um figurino simples, poucos acessórios e números diversos, o palhaço espanhol Pepe Nuñez apresentou na quinta-feira (22), no Teatro SESI-Mariana, seu espetáculo solo "Bom Apetite".

Em uma apresentação que contou com a participação do público, do início ao fim, Pepe abusou de números de mágica, malabares e comicidade, levando ao palco crianças, pais e jovens que assistiam ao show, inclusive esta repórter (na foto).

Gradualmente Nuñez foi conquistando a plateia, que lotou o teatro. As mágicas e o andar desengonçado do palhaço foi o que mais divertiu as crianças e, para o pequeno Marcus Vinicius Cepolini, 6 anos, "foi o melhor palhaço".

Com originalidade e a graça, Pepe encantou e divertiu o público e recebeu muitos elogios daqueles que diziam não gostar tanto assim de palhaços. É o caso da estudante de Nutrição Violeta Marina Echevaria Augusto, 19 anos, que afirmou ter ficado maravilhada com a peça. “Nunca fui muito fã de palhaços, mas quanto percebi, já estava rolando de rir”.

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